Notícia

SIS Saúde

Cepas mais virulentas de HIV

Publicado em 13 março 2012

A presença de variedades mais agressivas do HIV-1, que normalmente costumam apenas aparecer nos estágios mais avançados da Aids, pode estar se tornando mais frequente já entre pacientes recém-infectados com o vírus na cidade de São Paulo e ser a responsável pela progressão mais acelerada da doença nesses indivíduos. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de São Paulo (USP), pessoas recentemente contaminadas por cepas do vírus que se conectam ao receptor CXCR4 dos linfócitos T do tipo CD4, uma importante célula de defesa do organismo, tendiam a apresentar precocemente um maior declínio do sistema imunológico do que as que tinham sido infectadas por outras formas do vírus (Plos One, 26 de janeiro).

O estudo acompanhou 72 pessoas da capital paulista por até 78 semanas após terem recebido a notícia de que eram soropositivas e constatou que 12 pacientes carregavam a forma mais patogênica do HIV-1. Nesse grupo de indivíduos, a contagem de células de defesa atingiu níveis abaixo de um patamar desejável com maior frequência estatística do que nos demais indivíduos, cujo vírus se liga a outro receptor químico dos linfócitos T do tipo CD4, o CCR5. Os cientistas não sabem dizer com certeza se o aparecimento precoce de cepas mais patogênicas de HIV-1 é causa ou consequência da baixa na imunidade nos pacientes, mas têm indícios significativos de que a primeira hipótese parece fazer mais sentido.

Autor: Redação

Fonte: Pesquisa FAPESP Online