Notícia

Jornal do Commercio (RJ)

Centro recebe equipamento

Publicado em 18 fevereiro 2005

A Universidade de São Paulo (USP) ganhará, em 2006, um laboratório com fôlego para transformar o panorama da pesquisa em geologia no País. Com financiamento da Petrobras e da FAPESP, o Instituto de Geociências da USP encomendou à Austrália uma microssonda iônica de alta resolução, equipamento capaz de fazer datações pontuais em um único cristal de minerais, além de determinar a idade de processos geológicos de forma mais rápida e precisa.
Conhecida como Shrimp, a microssonda será instalada em um laboratório de 800 metros quadrados na USP. Hoje, as pesquisas no País em geocronologia (estudo da idade de rochas e eventos geológicos) e geologia de isótopos (estudo da composição do material para determinar sua origem) dependem de processos demorados em laboratórios limpos, onde são feitas a dissolução química de grãos de minerais, rochas ou material sedimentar e a análise da composição de isótopos. E o que se obtém, em alguns casos, é uma média de idade do material, composto ao longo de eventos que demoraram milênios.
Primeiro dispositivo na América Latina
Quando se pretende fazer datações de fases individuais de crescimento dos cristais, a opção é mandar o material para análise em outros países - estima-se que US$ 200 mil por ano sejam gastos com o uso de microssondas desse tipo no exterior. Só existem dez desses equipamentos no mundo. O da USP será o primeiro na América Latina.
A aquisição terá um impacto ainda maior porque a Petrobras, em parceria com os ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e o Serviço Geológico Nacional, decidiu aproveitar a iniciativa e ampliar investimentos na pesquisa de datações geológicas e de análises isotópicas. (Agência FAPESP)