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Indústria 4.0

Centro de Inteligência Artificial será criado por FAPESP e IBM

Publicado em 16 janeiro 2019

A FAPESP e a IBM Brasil vão criar e operar conjuntamente um novo centro de pesquisa em engenharia (CPE), um dos programas da fundação paulista para apoio à colaboração em pesquisa entre universidades, institutos e empresas.

Batizado de Centro de Inteligência Artificial, a primeira ação será lançar uma chamada de propostas para que grupos de pesquisadores em universidades e institutos de pesquisa possam apresentar projetos e, se aprovados, tornarem-se parceiros acadêmicos da IBM.

A Inteligência Artificial é a área da computação que procura resolver problemas com maior rapidez do que os processos tradicionais de programação em passos lógicos discretos descritos por algoritmos - o grande objetivo desses mecanismos é imitar a forma de funcionamento do cérebro humano.

"A intenção dos CPEs é fazer pesquisa fundamental e transformar o conhecimento para a empresa parceira ou para outras, além de ter uma função educativa. A presença de uma empresa ligada ao meio universitário ou de um instituto de pesquisa faz com que apareçam novos tópicos de pesquisa, novos problemas que geram a necessidade de romper paradigmas e isso faz a ciência avançar," disse Luiz Nunes de Oliveira, da FAPESP.

Relevância da inteligência artificial

O tema inteligência artificial foi escolhido por ter relevância em todo o mundo. A IBM tem vários centros que trabalham com esse tema em diversos países.

Também é intenção do novo CPE, com os resultados das pesquisas a serem realizadas, ajudar o processo de modernização da indústria brasileira dentro do novo conceito de manufatura avançada que está relacionado à inteligência artificial. A área de saúde é outra que pode se beneficiar, com a possibilidade de diagnósticos de doenças mais rápidos e precisos.

Os Centros de Pesquisa em Engenharia da FAPESP - estão formados ou em formação oito CPEs - têm duração de cinco anos, que pode ser prorrogada por mais cinco anos. O centro com a IBM terá financiamento de US$ 1 milhão por ano, sendo US$ 500 mil da empresa e US$ 500 mil da FAPESP.