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Jornal de Jundiaí online

Células tronco, o avanço

Publicado em 12 fevereiro 2009

Estudo do Departamento de Medicina da Universidade Northwestern, nos EUA, com a participação de especialistas brasileiros, reverteu déficits neurológicos em pacientes com esclerose múltipla progressiva utilizando células-tronco, de acordo com informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. As células foram usadas para "reinicializar" sistemas imunológicos, retrocedendo os danos.

A maioria dos pacientes com esclerose múltipla, doença neurológica crônica, tem episódios que são geralmente reversíveis. No entanto, de 10 a 15 anos após o início da doença, a maior parte dos pacientes desenvolve esclerose múltipla progressiva, com danos neurológicos irreversíveis. A pesquisa envolveu 21 pacientes, com idades entre 20 e 53 anos, submetidos ao tratamento entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2005.

A pesquisa, que será publicada na edição de março da revista "The Lancet Neurology", conta com os brasileiros Julio Cesar Voltarelli, do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp.