Estado registra menos de mil casos confirmados até maio, contra 35.433 no mesmo período do ano passado.
As ações de controle do mosquito Aedes aegypti, associadas às condições climáticas e à vacinação de grupos específicos, contribuíram para a redução de 97,1% nos casos de dengue no Rio Grande do Sul em 2026. Os dados são do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria Estadual da Saúde.
Conforme o Painel de Casos de Dengue do Estado, atualizado até 8 de maio, o Rio Grande do Sul confirmou 994 casos da doença e um óbito neste ano. Outros 4.262 casos seguem em investigação. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 35.433 casos e 32 mortes.
Segundo a chefe da Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacor, apesar da redução expressiva, as ações preventivas precisam ser mantidas. “Ainda que o cenário atual seja de importante redução em relação aos anos anteriores, é fundamental manter as ações de prevenção e controle do mosquito para sustentar essa tendência”, avaliou.
Entre as estratégias adotadas pelo Estado está a utilização de ovitrampas, armadilhas usadas para coleta de ovos do mosquito transmissor. Atualmente, o método já está implantado em 342 municípios gaúchos, o equivalente a cerca de 86% do território estadual.
Outra medida aplicada é a borrifação residual intradomiciliar (BRI/Aedes), realizada em 224 municípios. A técnica utiliza inseticida com ação residual de até quatro meses em locais onde o mosquito costuma permanecer dentro dos imóveis.
Além das ações de combate ao vetor, a vacinação também é apontada como um dos fatores para a redução dos casos. Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
O imunizante utilizado atualmente é a Qdenga, produzida pela Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição da vacina nacional Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan.
A nova vacina possui dose única e começou a ser distribuída inicialmente para profissionais da atenção primária do SUS. Conforme o cronograma do Ministério da Saúde, a vacinação da população deverá ocorrer gradualmente, começando por pessoas de 59 anos e avançando posteriormente para faixas etárias a partir dos 15 anos.
A Secretaria da Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que acumulam água parada, ambiente propício para a reprodução do mosquito transmissor da dengue.