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Carina, o carro brasileiro que anda sozinho

Publicado em 22 outubro 2013

O Carina (Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma), vai rodar sozinho, sem motorista, nesta terça-feira em São Carlos, interior paulista, numa experiência feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC).

Câmeras, sensor a laser, dois computadores e um aparelho GPS dão ao Carina a autonomia para percorrer vinte quilômetros mantendo uma distância segura de outros carros, identificando os semáforos, respeitando os sinais vermelhos e avançando nos verdes. O Carro Robótico tem como base um Palio Weekend modelo 2010.

O carro já rodou mais de 150 quilômetros sem motorista, em testes dentro do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), num projeto com o apoio da Fapesp e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que tem o objetivo de diminuir o número de acidentes em ruas e rodovias, colaborar com idosos e pessoas com deficiência física e contribuir com a automatização agrícola e do transporte de carga.

O Carina vai andar hoje a no máximo 40 km/h e levará um motorista que, no entanto, não deve interferir na condução. Ele estará pronto para assumir o controle em caso de problema.

O professor Denis Wolf, coordenador do projeto, informou que o desenvolvimento da tecnologia teve início em 2007, com um modelo elétrico. Em 2011, os estudos passaram a ser feitos com um carro convencional, que será testado agora. Participaram do desenvolvimento os pesquisadores do INCT-SEC e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP.

Câmeras e sensores podem detectar, por exemplo, quando uma criança atravessar na frente do carro atrás de uma bola o computador identifica o risco e decide que a ação deve ser feita, enviando informações para os comandos que vão acionar o freio ou o esterçar o volante, isso em menos de um segundo.