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CARAMBOLA E DIABETES: UMA COMBINAÇÃO ARRISCADA

Publicado em 27 março 2018

Ah… A carambola… Em meio a tantos mitos e verdades que rondam o diabetes, às vezes ficamos sem saber em qual informação acreditar. Sabemos que o consumo de frutas é sempre uma boa opção quando falamos sobre alimentação saudável, mas algumas delas merecem especial atenção, seja pela quantidade de carboidratos ou por alguma característica particular do alimento.

Entre as dúvidas mais comuns sobre a alimentação de quem convive com diabetes, há algum tempo uma fruta vem despertando certa preocupação: a carambola. Então vamos conhecer um pouco dela e conhecer os riscos de seu consumo.

O que há por trás da carambola

A carambola é uma fruta que tem seu lado bom. Ela possui boa quantidade de vitamina A, vitamina C, vitamina E, complexo B, potássio. Mas também possui seu lado ruim: ela tem uma enzima chamada caramboxina que é tóxica. Essa enzima não é filtrada pelos rins, principalmente por pessoas que têm doença renal, e como quem tem diabetes têm um risco maior de desenvolver problemas renais, os médicos recomendam não consumi-la.

O excesso da caramboxina pode atingir o cérebro e ocasionar vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões e levar até mesmo à morte. Caso você consuma a carambola com regularidade e tenha esses sintomas, é imprescindível consultar um médico e, caso necessário, realizar os procedimentos adequados para desintoxicação. Por isso é preciso evitar o consumo da fruta.

Além das pessoas com diabetes, quem tem hipertensão às vezes pode apresentar problemas renais, mas não ter sintomas. Portanto, se você for hipertenso também deve evitar seu consumo.

E se você já tiver alguma questão renal, seja problemas com pedrinhas ou nefropatia, não deve realmente consumi-la.

Como podemos substituí-la

Em todos os casos que citei acima, substitua a carambola por frutas como a laranja, o kiwi e a acerola. Sempre lembrando que frutas também têm carboidratos, ou seja, alteram a glicemia. Ao consumi-las, deve-se fazê-lo com moderação e corrigindo glicemia para não ter surpresas, ok?

Existem diversos estudos mostrando os efeitos tóxicos da carambola. Até 2013 não se sabia o real motivo pela toxicidade, ou seja, a caramboxina é uma descoberta recente. Até a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), em conjunto com a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia, publicaram em seu “Posicionamento Oficial sobre Prevenção, Diagnóstico e Conduta Terapêtica na Doença Renal Crônica” (DRC), página 87, (clique aqui para acessar o documento) que a carambola, “Independente do seu conteúdo de potássio apresenta uma substância tóxica que pode causar desde soluços até coma e morte em pacientes com DRC. Portanto, esse alimento deve ser abolido da alimentação”.

Então, vamos ficar atentos e diminuir os riscos de complicações, substituindo a carambola por outras frutas igualmente deliciosas e nutritivas, ok?

Mais informações nos links abaixo:

Revista Pesquisa Fapesp: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/11/25/toxina-da-carambola-e-isolada/

Artigo do Brasilian Journal of Nephrology: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-28002015000200241&script=sci_abstract&tlng=pt