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A Tribuna (Santos, SP)

Capes registra recorde de doutores e mestres em 2006

Publicado em 15 janeiro 2007

Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o número de pessoas que buscam um diferencial em seus currículos tem aumentado ano a ano. Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), mostram que o País atingiu em 2006 a meta de formar dez mil doutores e 40 mil mestres por ano, o maior índice da história.

De acordo com informações da Capes, ainda existem 2.400 brasileiros com bolsas de estudo da agência, distribuídos em mais de 30 países, para realizar intercâmbio e aperfeiçoamento profissional. No ano passado, 10.868 bolsistas de doutorado e 15.646 de mestrado contaram com o apoio da Capes, o que representa um aumento de 33% e 32%, respectivamente, sobre os números de 2001.

Vale lembrar que uma das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2005/2010) é a formação de 16 mil doutores/ano a partir de 2010. Como consequência direta desse aumento, tem-se uma maior capacidade na iniciação científica (IC), que é considerada o primeiro passo para o engajamento na pesquisa.

O engenheiro da computação Humberto Ribeiro de Souza iniciou sua produção científica e tecnológica em 2002. Ele, juntamente com Tárcia do Vale e Santos, Pedro Henrique Lomnitzer e Felipe Oliveira Ferraz de Almeida, conseguiu uma bolsa de mais de R$ 170 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para adquirir os equipamentos necessários para desenvolver um aparelho que calcula — em tempo real — a velocidade de nadadores em piscinas.

O projeto, denominado Velaqua, já está em testes e deverá ficar pronto em maio. ''Estamos trabalhando nisso desde 2002, quando o trabalho foi considerado a segunda melhor iniciação científica. Foi bastante trabalhoso conseguir a bolsa, mas sem este apoio financeiro, não chegaríamos onde estamos''.

Tipos

No caso da Fapesp, as bolsas se destinam a estudantes de graduação e pós-graduação de instituições de ensino e pesquisa paulistas. Essas bolsas são concedidas dentro de três linhas de financiamento: Linhas Regulares (demanda espontânea), Programas Especiais (superação de carências existentes no Sistema de Ciência e Tecnologia do Estado) e Inovação Tecnológica (programas cujas pesquisas têm grande potencial de desenvolvimento).

Há ainda outros programas que fomentam a IC no País. O maior deles é o Programa Institucional e Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Pibic/CNPq). Em 2006, 55.584 estudantes brasileiros foram beneficiados por este programa, que repassou R$ 636.041.735,00 aos bolsistas.