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IEA - Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo

Canclini fala à Pesquisa Fapesp sobre sua trajetória e projeto na Cátedra Olavo Setubal

Publicado em 12 julho 2021

Páginas de abertura da entrevista de Néstor García Canclini à revista Pesquisa Fapesp

Em entrevista concedida à jornalista Christina Queiroz publicada na edição deste mês da revista Pesquisa Fapesp, o antropólogo cultural Néstor García Canclini, adiantou algumas constatações iniciais da pesquisa que desenvolve na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, da qual é titular desde outubro de 2020. [Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.]

O tema de seu projeto na cátedra é A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais. Segundo ele, uma primeira constatação é que, "a exemplo de outros países da América Latina, no Brasil também ocorre um movimento de desinstitucionalização da cultura, ou seja, de enfraquecimento de instituições tradicionais como museus, centros culturais, teatros e cinemas, acompanhado de uma perda de espaço para exercer a cidadania".

Na entrevista, Canclini fala sobre sua carreira acadêmica (inicialmente na filosofia), relações com o Brasil, paradoxos da modernidade latino-americana, globalização, redes sociais e outros fenômenos emergentes do mundo digital, além de comentar seus trabalhos ficcionais.

Nascido em La Plata, Argentina, em 1939 e radicado no México desde 1976, Canclini é doutor em filosofia pela Universidade de La Plata e pela Universidade Paris Nanterre. Lecionou em universidades dos Estados Unidos (Austin, Duke e Stanford), Espanha (Barcelona), Argentina (La Plata e Buenos Aires) e na USP. Em 2014, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes do México.

Seu livro “Culturas Híbridas: Estrategias para Entrar y Salir de la Modernidad” (1990) foi agraciado com menção honrosa do Premio Iberoamericano Book Award da Latin American Studies Association de 1992. Outros de seus principais livros são "Consumidores y Ciudadanos: Conflictos Multiculturales de la Globalización" (1995), La Globalización Imaginada (1999); e "Diferentes, Desiguales y Desconectados: Mapas de la Interculturalidad" (2004).

Os principais temas de pesquisa a que se dedica no momento são estética, arte, antropologia, estratégias criativas e redes culturais dos jovens. A partir da análise das mesclas entre entre culturas, etnias, referências midiáticas, populares e tradicionais, Canclini examina a mundialização e as mudanças culturais na América Latina. Questões ligadas às políticas culturais e às relações entre tecnologia e cultura também estão entre seus interesses atuais.