Notícia

Jornal do Brasil

Câncer pode ter matado dinossauros

Publicado em 11 janeiro 1996

LONDRES — Um artigo publicado hoje na revista New Scientist defende a teoria de que o câncer provocou a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. O pesquisador Juan Collar, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, autor do artigo, acredita que partículas subatômicas chamadas neutrinos liberadas por estrelas em colapso produziram uma pandemia de câncer entre os dinossauros. Segundo os pesquisadores, a colisão dessas partículas com átomos de matéria viva poderiam danificar o DNA (material genético), provocando mutações cancerígenas. Collar diz que uma estrela em colapso a 20 anos-luz da terra pode produzir 12 células malignas por quilograma de tecido vivo. O colapso ocorre quando uma estrela sucumbe à força de sua própria gravidade e desaparece. A cada 100 milhões de anos, uma estrela entraria em colapso a um campo de 20 anos-luz de distância da Terra. Ainda se desconhece a função dos neutrinos dentro do átomo, e seus efeitos sobre a matéria viva não estão confirmados. Outros cientistas já sugeriram que a extinção dos dinossauros pode ter sido provocado pela explosão de uma supernova. TERAPIA CONTROLA DOENÇA OCULAR A retinite causada pelos vírus CMV — uma infecção oportunista que atinge pacientes em estágio avançado de Aids e provoca cegueira — responde melhor á terapia combinada (com mais de uma droga). Um estudo publicado na revista americana Arquivos de Oftalmologia diz que pacientes tratados com foscarnet e ganciclovir controlaram a doença por quatro meses. Os que só receberam uma droga resistiram à doença por um ou dois meses. VACINA COMBATE VÍRUS CANCERÍGENO Pesquisadores escoceses, austríacos e americanos estão desenvolvendo uma vacina contra um vírus responsável pelo aparecimento de verrugas e que está associado ao câncer do colo do útero. Os cientistas injetaram proteínas do vírus papiloma em animais, o que impediu o aparecimento das verrugas. O vírus se fixa as mucosas genitais e acredita-se que contribua para o desenvolvimento do câncer. EXAME PRESERVA PRÉDIO NO MÉXICO Cientistas mexicanos vão usar técnicas de exames nucleares para ajudar na preservação e na restauração de monumentos históricos. O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Nucleares do México disse que as técnicas possibilitarão conhecer com precisão que materiais formam as construções. Com isso, é possível analisar a estrutura interna de diversas construções. Estas informações são fundamentais para a elaboração de estratégias de proteção dos monumentos.