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Cana do futuro é tema de workshop internacional na FAPESP

Publicado em 16 março 2009

Com o objetivo de discutir as características da cana-de-açúcar que será usada para produção de etanol daqui a uma década diante do aumento previsto da demanda pelo biocombustível, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) promove nos dias 18 e 19 de março o workshop internacional Bioen on Sugarcane Improvement. A cana do futuro deverá ter alto teor de sacarose, grande resistência à seca e maior quantidade de biomassa para geração de energia.

Uma atividade da Divisão Biomassa para Bioenergia do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o workshop reúne as principais lideranças do Brasil e do mundo em pesquisa sobre o tema. A programação tem apresentações de resultados científicos recentes e debates, que serão consolidados em documento oficial.

Participam pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e dos institutos de Biociências e Química da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), de universidades federais de cinco estados (Paraná, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e de São Carlos, SP), da Embrapa, do Instituto Agronômico (IAC), do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), e do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade Estadual de Campinas (CBMEG-Unicamp).

Entre os estrangeiros estão representantes da Texas A&M University e do Departamento de Agricultura (USDA), dos Estados Unidos, Universidade de Toronto (Canadá), e de universidades e institutos de pesquisa da Austrália e África do Sul. Pesquisadores das empresas Allelyx, Canavialis, Monsanto e Sygenta participam dos quatro debates previstos para os dois dias do workshop (veja programação completa).

As palestras serão em inglês com tradução simultânea para o português.

Programa BIOEN. O Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) apoia pesquisa básica e aplicada sobre biocombustíveis com o objetivo de promover o avanço do conhecimento fundamental para produção sustentável e aplicações em áreas relacionadas à produção de bioenergia no Brasil. A iniciativa conta com investimentos iniciais de R$ 73 milhões em diferentes esforços para pesquisa em instituições acadêmicas ou em associação entre universidades e empresas. Lançado pela FAPESP em julho de 2008, o BIOEN financia no momento projetos em três linhas de pesquisa: produção de biomassa para bioenergia, processos de fabricação de biocombustíveis e pesquisas sobre impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra.