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Campus Lagoa do Sino da UFSCar sedia projeto internacional que avalia serviços ecossistêmicos

Publicado em 13 março 2020

Trabalho em parceria com pesquisadores da Holanda investigará a bacia hidrográfica do Alto Paranapanema

O Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sediará um dos quatro projetos que foram contemplados na chamada conjunta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Organização Neerlandesa para a Pesquisa Científica (NWO) os quais vão investigar os serviços ecossistêmicos fornecidos pelas florestas em regeneração do bioma Mata Atlântica. Intitulado “Governança da transição florestal na Mata Atlântica: aumentando nosso conhecimento sobre a recuperação florestal e os serviços ecossistêmicos”, o projeto da UFSCar busca avaliar a eficiência de áreas de mata regenerada na restauração da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

Com a coordenação de Alexandre Camargo Martensen, docente do Centro de Ciências da Natureza (CCN) do Campus Lagoa do Sino, o grupo de pesquisadores buscará entender como se dá o funcionamento dos ecossistemas florestais restaurados e em regeneração natural, e desta maneira, como são influenciados os serviços ecossistêmicos por eles providos. O foco dos trabalhos será particularmente na influência destas florestas nos recursos hídricos, na ciclagem de nutrientes e na conservação da biodiversidade, que têm impacto direto no bem-estar humano.

Martensen explica que “quando se fala em serviços ecossistêmicos, estamos tratando de impactos diretos da natureza na nossa vida. Por exemplo, no que se refere ao controle de enchentes, ele pode ser feito por meio de obras caras da Engenharia Civil, como piscinões e barragens, mas também podemos pensar em estratégias de manejo da paisagem que retardem a chegada de água nos cursos d’água e segurem essa água nos diferentes compartimentos da paisagem, evitando assim as enchentes. Esse é exatamente o foco do nosso projeto, tentar entender como esse dinamismo dos serviços ecossistêmicos está acontecendo na bacia do Alto Paranapanema e propor práticas de manejo da paisagem, pensando em maximizar não só a produção agrícola, mas uma gama maior de serviços.”

O estudo será realizado em toda a bacia hidrográfica do Alto Paranapanema, região que engloba o Campus Lagoa do Sino, e envolverá estudantes de graduação e pós-graduação brasileiros e holandeses, além da colaboração de professores da UFSCar, da Universidade de Utrecht da Holanda e de representantes de ONGs, como o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

Martensen destaca que ao longo do projeto haverá um intenso intercâmbio entre estudantes e professores do Campus Lagoa do Sino e da Universidade de Utrecht. Segundo ele “os alunos terão a possibilidade de interagir com pesquisadores holandeses tanto no campo, quanto em laboratório e em reuniões. Isso provoca um amadurecimento científico muito grande e auxilia o desenvolvimento profissional, desde o aperfeiçoamento do Inglês, até o entendimento da Ciência que eles estão produzindo em um contexto mais global. É interessante que os professores holandeses sempre ficam bastante impressionados com a qualidade dos nossos alunos, tanto os de graduação, quanto os de pós-graduação, o que mostra que estamos formando profissionais de qualidade internacional aqui no Campus Lagoa do Sino”.

Por CCS-UFSCar