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Correio Popular

Campinas tem combustível dentro do padrão

Publicado em 03 outubro 2000

Por Adriana Leite - Especial para o Correio
O monitoramento feito pelo Agência Nacional de Petróleo (ANP) em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apontou que 98% das análises realizadas dos postos da região apresentam produtos dentro do padrão estipulado pelos órgãos competentes. Afirmação foi feita ontem pelo diretor da ANP, Luiz Augusto Horta, durante a inauguração das novas instalações do Laboratório de Análise de Combustíveis, na Unicamp. De acordo com Horta, 75% dos postos do Estado de São Paulo são monitorados. Ele afirma que a região de Campinas demonstra um bom nível de qualidade do produto. "Apenas 2% do total do combustível analisado apresentam problemas, mas isso não quer dizer que está configurada adulteração", explica. Horta reforça que a parceria com a Unicamp faz com que todo material que esteja fora do padrão seja fiscalizado pelo órgão "Não há correlação entre qualidade e preço ou qual ida de e marca", diz. O diretor da ANP revela que os problemas mais comuns encontrados em amostras de produtos adulterados é o excesso na quantidade da mistura de álcool. "A gasolina vendida no Brasil tem 20% de álcool. Quando comprovada alguma irregularidade no combustível o posto poderá receber uma multa que varia entre R$ 5 mil a R$ 5 milhões. O valor é estipulado de acordo com a legislação", esclarece. Horta afirmou que R$ 12 milhões foram investidos para monitoramento e análise da qualidade de combustíveis no País. "Campinas apresenta apenas 2% de combustíveis com problemas. Nosso objetivo é atingir o nível zero. Hoje cobrimos 775 dos postos brasileiros. Nossa meta é chegar a 90% até o final do ano", diz. Atualmente 13 instituições realizam o trabalho de apuração da qualidade do produto nos postos nacionais Horta comenta que mais 13 entraram em funcionamento. "Estamos disponibilizando recursos da ordem de R$ 13 milhões para este fim", revela. INAUGURAÇÃO A Unicamp inaugurou ontem o novo prédio do Laboratório de Análise de Combustíveis. Foram investidos R$ 220 mil pelo universidade e pela Fundação de Apoio e Amparo à Pesquisa (Fapesp) para estruturação física do local. "Já havíamos firmado o convênio com a ANP no uno passado. Agora ampliamos área do laboratório. Hoje realizamos a análise de 600 amostras/mês. São 34 amostras por dia, o que significa 34 postos verificados diariamente", afirma o professor do Instituto de Química. Jarbas José Rodrigues Rohwedder.