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Jornal Primeira Página

Câmara de ozônio na descontaminação de dinheiro, papel, pastas, livros e documentos

Publicado em 20 agosto 2020

Por Da redação

A medida que fomos entendo melhor a pandemia causada pelo CORONA VIRUS – Covid 19, mais ficamos preocupados e mais pudemos nos proteger contra ele. As tecnologias forma aparecendo rapidamente e promoveram melhorias consideráveis nas condições ambientais que minimizam as chances de contaminação. Apesar de nada poder ser descartado, em especial os ítens de proteção pessoal ( mascaras e santizantes para mãos), ainda temos alguns desafios importantes.

Dentre estes está a descontaminação de dinheiro, ítem de grande circulação, como os livros das bibliotecas, e principalmente processos que passam de Mão em Mão nos diversos setores administrativos públicos e privados. Imagine quantos processos judiciais o profissional do direito tem que manusear todos os dias e dividir com diversas pessoas? E as notas de dinheiro? Todos sabem a alta circulação que eles apresentam. Em um supermercado o dinheiro pode chegar a passar em três mãos em menos de 5 minutos. É um dos ítens mais contaminados que temos, e todos continuam andando com ele no bolso. Em um pedágio, o dinheiro pode circular em diversas mãos em minutos. Estes itens, também precisam ser descontaminados.

Como fazer? Imagine passar ultra-violeta em todas páginas de um processo, ou mesmo borrifar álcool nas notas de dinheiro. Pensando nisto , e nas necessidades da própria Universidade de São Paulo, O Instituto de Física de São Carlos da USP, desenvolveu um sistema constituindo de ciclos de vácuo ( remoção do ar) e injeção de Ozônio ( gás sanitizandte) para diminuir a contaminação destes ítens. A chamada câmara de Ozônio, desenvolvida em parceria com duas empresas, com o apoio do programa EMBRAPII e FAPESP, consegue descontaminar de forma eficiente dinheiro, livros e documentos minimizando o transporte dos microorganismos entre os usuários do mesmo ítem. O sistema funciona colocando os itens em seu interior, fazendo vácuo, o ar é retirado, mesmo entre as páginas de um livro, ou entre as notas de um pacote de dinheiro.

Após o ciclo de vácuo, gás Ozônio é injetado e penetra em todas porções onde havia ar, e portanto penetrando por entre as páginas ou notas. Como o gás Ozônio , oxida vírus e microorganismo em geral, ele promove a descontaminação dos ítens sem termos que ir de página por página, ou nota por nota. Testes feitos com inóculos de microorganismos em pastas, livros, processo e pacotes de dinheiro mostraram alta eficiência no processo. Os resultados monstrados abaixo demonstram esta eficiência. De um modo geral atinge-se mais de 3 casas logarítmicas de descontaminação , que representam diminuição de 99,9% dos microorganismos com três ciclos de vácuo-ozônio que leva menos de 5 minutos cada.

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