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Jornal de Beltrão online

Café pode ajudar no tratamento do Alzheimer

Publicado em 26 setembro 2009

Café pode ajudar no tratamento de Alzheimer. É o que descrevem dois artigos publicados este mês no Journal of Alzheimer"s Disease, de acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os trabalhos por enquanto foram feitos apenas em camundongos, mas os resultados deixaram os autores otimistas.

Segundo o grupo internacional de pesquisadores responsável pelos dois estudos complementares, a ingestão de cafeína levou à redução de níveis anormais de placas amiloides - depósitos de proteínas que danificam nervos no cérebro e são características da doença - tanto no sangue como no cérebro de camundongos.

Os estudos foram baseados em trabalhos anteriores feitos no centro de Pesquisa sobre a Doença de Alzheimer da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, os quais mostraram que a administração de cafeína no início da vida adulta preveniu a manifestação de problemas de memória em camundongos modificados geneticamente para desenvolver sintomas de Alzheimer quando idosos.

"Os novos resultados fornecem evidência de que a cafeína pode ser uma alternativa viável para o tratamento da doença já estabelecida, e não apenas como uma estratégia preventiva. Isso é muito importante, pois o consumo de cafeína é seguro para a maioria das pessoas, ela entra facilmente no cérebro e aparentemente afeta diretamente o processo da doença", disse Gary Arendash, da Universidade do Sul da Flórida, um dos coordenadores das pesquisas.

Com base nos resultados animadores, os cientistas esperam começar em breve testes em humanos para avaliar se a cafeína pode beneficiar pacientes com prejuízo cognitivo suave ou Alzheimer em estágio inicial.

Música pode reduzir depressão em pacientes com Alzheimer

(AE) Ouvir música pode contribuir no tratamento de dores crônicas que acometem pacientes nas fases mais avançadas do Alzheimer. A comprovação veio de pesquisa realizada pela Cleveland Clinic Foundation, nos Estados Unidos, e divulgada pelo Journal of Advanced Nursing. Com a música, os cientistas perceberam que o índice de depressão em consequência da dor crônica entre os 60 voluntários que participaram do estudo diminuiu 25%. A musicoterapia é um tratamento para melhorar e promover comunicação, aprendizagem, expressão e bem-estar usando a música. Idosos com Alzheimer podem retardar a demência quando fazem esse tipo de tratamento.

Além do uso da música, é possível avaliar as atividades que o paciente pode realizar pela terapia ocupacional, e assim ajudá-lo a se readaptar ao ambiente, na realização de tarefas rotineiras, como cozinhar, tomar banho, passear, entre outras coisas.

A combinação do tratamento de musicoterapia com terapia ocupacional pode diminuir a ansiedade, complicações cardíacas, aumentar a disposição física e mental, melhorar a resistência física, estimular o bom humor e melhorar a concentração nas atividades intelectuais, segundo especialistas do Espaço Senior, em São Paulo.