Notícia

Feed & Food online

Cadeia de carnes discute rastrabilidade em Campinas

Publicado em 06 agosto 2009

Criadores, frigoríficos, exportadores e empresas de genética participam no próximo dia 20 de agosto, em Campinas (SP), da Mesa Redonda "Tendências e Importância da Rastreabilidade para o setor da Pecuária Industrial Brasileira - "Da Fazenda ao Garfo", promovida pelas empresas BiomicroGen Soluções em Biotecnologia Ltda. e SIMA Comércio e Serviços Ltda., com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS).

Participam dos debates o presidente da APCS, Valdomiro Ferreira Junior, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (ainda não definidos), o diretor científico da BiomicroGen, José Luiz Donato, e o diretor executivo da SIMA, Arnaldo Sima. Eles vão discutir os detalhes dos Sistemas de Rastreabilidade desenvolvidos por ambas as empresas, financiadas pela FAPESP e mostrar o alto valor agregado que estas tecnologias trazem à cadeia produtiva da carne.

Desde 2004, a SIMA vêm realizando pesquisas e projetos em rastreabilidade na cadeia de carnes e os resultados encontrados indicam que a rastreabilidade completa da cadeia, do nascimento do animal ao bife no prato, é uma importante ferramenta para agregação de valor aos produtos, aumento da competitividade do produto brasileiro, aumento da margem de lucro no campo, queda de barreiras fitossanitárias e reservas de mercado. A partir destas constatações, a SIMA desenvolveu, com o apoio da FAPESP e de outros parceiros, a plataforma Rastro-Pathfinder, que é orientada para armazenar e disponibilizar informações sobre a rastreabilidade de toda a cadeia de carnes, em todos os seus elos.

O funcionamento do Rastro-Pathfinder baseia-se nos conceitos de integração de aplicativos e dados de maneira a gerar informações e agregar valor. Assim, o animal é registrado na plataforma quando do seu nascimento e é gerado um identificador com informações sobre a sua genealogia, raça e outros dados genéticos, assim como dados da propriedade. A partir daí, todas as informações de manejo, trato e movimentação do animal são registradas até a sua chegada ao frigorífico. No frigorífico, a rastreabilidade é assegurada pelo uso do "Pathfinder ID-Splitter" (tecnologia desenvolvida e patenteada pela SIMA) e são acrescentadas as informações relativas às condições de processamento, armazenagem e manuseio da carne até a sua chegada ao consumidor final.

" A qualquer momento e de qualquer lugar do mundo, pela internet, em uma plataforma multilíngüe, é possível recuperar qualquer informação relativa ao produto em qualquer etapa. Caso exista alguma dúvida relacionada com as informações obtidas e/ou a suspeita de fraude, é possível realizar um teste genético com uma pequena amostra de carne, pelo ou sangue, além de certificar-se de que aquelas informações realmente pertencem ao animal relacionado e se as informações prestadas são verdadeiras ou falsas", explica Arnaldo Sima.

Já a empresa de biotecnologia BiomicroGen, atualmente residente da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incamp) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolve um sistema de rastreamento genético de suínos e bovinos. Este sistema baseado na tecnologia de DNA visa oferecer um mecanismo anti-fraude de certificação, rastreando cada corte de carne de volta à agroindústria através de todas as etapas da cadeia produtiva: varejo, distribuição, processamento, abate, produção, reprodução e genética. Pode, também, ser usado como ferramenta de auditoria junto ao Ministério da Agricultura e à Vigilância Sanitária nos casos de zoneamento em epidemias de doença animal, investigação da origem de resíduos de medicamentos e constatação de uma contaminação e informações que facilitam o controle de qualidade.

O sistema consiste em um perfil de marcadores genéticos do tipo polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), presentes no genoma das matrizes (fêmeas) de suínos, permitindo o rastreamento do animal até a granja de origem de forma inequívoca, pois a identidade genética do animal é imutável e intransferível. "O sistema proporcionará mais segurança aos produtores, evitando que problemas de sanitários ocorridos fora do zoneamento onde estas agroindústrias estejam instaladas causem perdas de mercados consumidores. Sem falar que ele é complementar aos sistemas convencionais de rastreabilidade, em que a combinação de ambos torna o sistema de rastreabilidade praticamente a prova de fraudes", explica José Luiz Donato.

A Mesa Redonda "Tendências e Importância da Rastreabilidade para o setor da Pecuária Industrial Brasileira - "Da Fazenda ao Garfo", será realizada da uma às três da tarde, na sede do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas, na Avenida Brasil, 2880. Quem estiver interessado, basta entrar em contato pelo e-mail: biomicrogen@biomicrogen.com.br até o dia 12 de agosto.

Fonte: Assessoria de Imprensa