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Mimi Veg

Caça de animais selvagens: tecnologia pode ajudar a diminuir prática

Publicado em 25 abril 2019

Uma equipe de ambientalistas da Liverpool John Moores University – Inglaterra está desenvolvendo uma ferramenta que pode ajudar a evitar a caça de animais selvagens na África do Sul. Por meio de softwares relacionados à astrofísica e câmeras com infravermelho, os pesquisadores poderão rastrear os animais à noite, período que os caçadores mais costumam agir.

Caça de animais selvagens: tecnologia ajudará a aumentar a segurança dos animais

Atualmente, os guardas florestais têm muitas dificuldades de detectar os animas selvagens à noite, quando há pouca luz natural. Os caçadores aproveitam o escuro para burlar leis e, assim, capturar e matar os animais. Mas, com o avanço das câmeras com infravermelho, ficará impossível perder os animais de vista.

Pesquisadores e cientistas estão criando um programa, com base na astrofísica, que consegue identificar diferentes tipos de animais. Dessa forma, mesmo no escuro, os guardas florestais poderão rastrear, devido à tecnologia, os animais à noite, o que vai limitar a atuação de caçadores nesses locais.

Caça de animais selvagens no Brasil

A caça de animais selvagens é considerada ilegal desde 1964, com base no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Ela prevê multa e detenção de seis meses a um ano.

Mesmo proibida, a caça ainda é muito realizada no país de forma ilegal. Pesquisadores estimam que, em pouco mais de 60 anos, 13,9 milhões de mamíferos terrestres foram abatidos, dentre eles: caititus, veados, jaguatirica e onças (confira mais aqui).

Os especialistas calculam, ainda, que mais de 1,9 milhão de mamíferos aquáticos foram capturados ao longo das últimas décadas, como: peixes-boi, ariranhas, lontras, entre outros. Os jacarés também são alvos desses criminosos. Pesquisas indicam que 4,4 milhões dessa espécie já foram caçadas no país (veja mais aqui).

Com a morte desses animais, eles correm o risco de desaparecer. Muitas dessas espécies deixaram de ser vistas nas áreas em que costumavam ser abundantes (saiba mais aqui).

*Fonte: National Geographic BrasilFapesp; Webventure