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Butantan tem novo diretor

Publicado em 07 fevereiro 2011

Jorge Elias Kalil Filho, professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), é o novo diretor do Instituto Butantan. A nomeação para o novo cargo foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, em cerimômia no auditório do Museu Biológico, localizado no instituto, na última sexta-feira (04). Kalil substitui Otavio Mercadante, que ficou oito anos no cargo.

Graduado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o novo diretor do Butantan fez mestrado em Imunogenética e Imunopatologia e doutorado em Biologia Humana, pela Universidade de Paris VII, na França.

 

Kalil é coordenador do Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia que têm apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Como pesquisador, já publicou mais de 300 artigos em revistas científicas nacionais e internacionais. Coordena o projeto "Estudo da resposta imune celular e humoral na terapia celular com células mononucleares autólogas da medula óssea para tratamento de pacientes com doença isquêmica crônica do coração", apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular.

É diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração e vice-presidente da International Union of Immunology Societies (IUIS). Foi eleito para a presidência da IUIS, que congrega 65 sociedades nacionais e cinco federações continentais de imunologia.

Definiu como prioridade em sua gestão a integração rápida entre pesquisa científica e a produção de soros e vacinas, que já corresponde a 80% de toda a produção nacional. No Butantan, o imunologista já havia atuado como membro do Conselho Diretor do instituto e do Conselho Curador da Fundação Butantan.

"Posso dizer que estou no lugar certo para fazer o que sempre sonhei, que é aliar a ciência, que sempre fez parte da minha vida, à produção prática de produtos que possam melhorar diretamente a saúde da população. A vacina é o meio médico mais eficaz que existe e vamos focar nisso", disse.

Fonte: Agência FAPESP