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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

Butantan quer chegar a remédio para a zika

Publicado em 14 novembro 2016

O Instituto Butantan iniciou pesquisa para descobrir remédios que possam ser eficazes no tratamento de pessoas infectadas com o vírus zika. Os pesquisadores utilizarão estratégia que favorece a descoberta de medicamentos que tenham atividade contra o vírus diretamente, sem a necessidade de validar previamente o alvo molecular, o que poderia levar vários anos.

 

Os pesquisadores receberam US$ 50 mil da organização suíça Medicines for Malaria Venture (MMV), que estuda doenças tropicais como zika, dengue, chikungunya, doença de Chagas, leishmaniose e verminoses. O investimento visa patrocinar pesquisas com o Pathogen Box, uma coleção de 400 diferentes compostos moleculares ativos contra os agentes causadores de doenças tropicais.

 

Essas doenças afetam mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Algumas delas ainda não contam com opções de tratamento e em outros casos, os medicamentos podem apresentar pouca eficácia e até contraindicações e efeitos colaterais graves, sendo necessário descobrir novas opções de tratamento. Dentre os compostos descobertos para a zika, o destaque é para o palonosetron, utilizado no tratamento de náusea induzida por quimioterapia de câncer, considerado de alta eficácia contra a infecção pelo vírus zika.

 

 

No pomar

 

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Genômica para o Melhoramento de Citros (INCT Citros) pretende transferir para a laranja genes de tangerinas e de outros citros relacionados à resistência a doenças. O estudo foi apresentado durante o evento realizado na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O objetivo é desenvolver uma planta que seja modificada, mas não transgênica. As doenças que mais ameaçam a produção de laranja no Estado são o greening, a morte súbita e a pinta preta.