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Gazeta de Pinheiros

Butantan estuda nova vacina contra pneumonia

Publicado em 03 agosto 2018

Uma nova vacina contra a pneumonia está sendo articulada no Instituto Butantan. O trabalho está em desenvolvimento e deve ser concluído em três anos. Apenas após este prazo é que os primeiros testes em seres humanos devem acontecer.

As informações da Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) relatam a possibilidade dessa vacina ser de uso inalatório, eliminando a necessidade de agulhas. Além disso, “espera- se que seja mais barata, eficiente e prática do que as disponíveis atualmente”.

Segundo a Agência, para produzir a vacina, os pesquisadores terão que escolher uma das proteínas que fazem parte da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de pneumonia no mundo e também conhecida como pneumococo. A proteína passará por um processo de isolamento e purificação.

Depois, será combinada com nanopartículas, que funcionarão como pacotes para transportá-la e introduzi-la no organismo por meio de inalação, chegando até os pulmões de forma precisa e estimulando a produção de anticorpos contra a bactéria. Segundo os pesquisadores, um dos desafios do projeto é analisar qual proteína é mais adequada para a vacina. Os pesquisadores têm trabalhado com a PspA (Pneumococcal Surface Protein A), que tem resposta imune considerada ótima, mas que possui famílias diferentes e exigiria a combinação de duas proteínas diferentes.

Outra proteína que também está no alvo da pesquisa é a pneumolisina. A Streptococcus pneumoniae tem 97 sorotipos diferentes e as vacinas existentes protegem contra no máximo 13 sorotipos. Segundo os pesquisadores, a produção das vacinas existentes atualmente envolve conjugar quimicamente a proteína aos diferentes polissacarídeos, um processo complexo e bastante caro. A nova vacina poderá ser utilizada em forma de pó, o que facilita a logística para as campanhas de vacinação em massa, dispensando, por exemplo, os sistemas de refrigeração.