Após obter, nesta semana, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir a primeira vacina de dose única contra a dengue , o Instituto Butantan já se concentra na ampliação do público-alvo, que, por enquanto, é o de pessoas de 12 a 59 anos.
A informação foi dada nesta sexta-feira por Rosilane de Aquino Silva, diretora de Assuntos Regulatórios, Qualidade e PMO do Butantan, durante entrevista à Rádio Eldorado
"O Butantan tem planos de começar ainda este ano um estudo para estender [a vacinação] para a população idosa. Se conseguirmos atingir o mesmo sucesso desta primeira etapa, será também a primeira vacina da dengue para a população idosa", afirmou.
Ela aponta que a agência avaliou os dados e considerou que a vacina, nessa faixa populacional de 12 a 59 anos, tem segurança absoluta e eficácia para gerar a proteção necessária. Por isso, essa é a população aprovada inicialmente.
De acordo com o Butantan, a Anvisa já deu a aprovação para avaliar a vacina da dengue na população de 60 a 79 anos. "Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante", diz o instituto.
Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina, já que os estudos clínicos realizados comprovaram que a vacina é segura para este grupo etário.
Aprovação
Nesta semana, a Butantan-DV, vacina da dengue do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi aprovada pela Anvisa para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos.
Com a decisão, o imunizante, que é o primeiro contra a dengue em dose única no mundo , deverá ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O início da vacinação e a faixa etária de aplicação serão definidos pelo Ministério da Saúde.
Vacina de duas doses
A vacina de duas doses aplicada no Brasil pelo SUS, a Qdenga, fabricada pela farmacêutica japonesa Takeda, é restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, sem autorização da Anvisa para uso acima dos 60 anos. Por enquanto, ela não será substituída pela imunização criada pelo Butantan, já que o contrato existente do governo com a fabricante é de 18 milhões de doses.
Rádio Eldorado