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BrPhotonics é considerada uma das seis melhores startups para investir no setor de fotônica

Publicado em 27 julho 2016

A BrPhotonics, empresa de pesquisa e desenvolvimento de sistemas de comunicações ópticas de alta velocidade, foi considerada uma das seis melhores startups para investir, durante o 2º European Photonics Venture Fórum, realizado recentemente em Eindhoven, na Holanda.

 

 

O encontro reuniu empresas europeias do setor de fotônica com investidores-anjo e representantes da área de investimentos de grandes instituições financeiras, entre outros. A BrPhotonics, instalada em Campinas (SP), participou como "convidada", com direito a participar do processo de avaliação realizado por comitês especializados.

 

Na disputa com 42 empresas, a BrPhotonics alcançou 75% da pontuação máxima nos quesitos potencial de mercado, experiência da equipe, produto e tecnologia no "estado da arte" e avançados em relação aos competidores, competitividade, plano de negócio e apresentação. "O que mais chamou a atenção dos avaliadores foi o fato de estarmos de fato realizando a convergência entre a fotônica e a microeletrônica, apresentando resultados tangíveis em ambas as frentes", resumiu Júlio César Rodrigues Fernandes de Oliveira, presidente da BrPhotonics.

 

Criada em 2014, a empresa foi formada por uma joint venture entre a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), com 51% de participação, e o grupo norte-americano GigOptix, um dos maiores fornecedores mundiais de componentes semicondutores de alta velocidade - atualmente rebatizado com o nome de GigPeak -, com 49%. Recentemente, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) também se tornou acionista investindo no apoio ao plano de negócios da BrPhotonics, contou Oliveira.

 

 

A BrPhotonics - com 19 funcionários em Campinas e dois em Seattle - fornece às operadoras de telecomunicações os dispositivos que integram os transmissores e receptores ópticos das redes de transmissão de 100 Gbps até 1 terabit por segundo (Tbps). "Dominamos a tecnologia de lasers, moduladores e receptores, nas tecnologias de silício e polímeros, e também a capacidade de projetar chips microeletrônicos", descreve Oliveira.

 

No segundo semestre de 2015, a empresa obteve recursos da Fapesp, no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) para o desenvolvimento de um laser de cavidade externa em silício para aplicações em sistema DWDM.

 

A empresa já tem clientes na Irlanda, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, onde forneceu dispositivos para o Tyndall, Oe-Solutions, US-Army e soluções para empresas como Menara, Jabil e Multilane. O prêmio obtido na Holanda certamente aumentará a sua visibilidade no mercado externo. Mas o maior ganho na participação do European Photonics Venture Fórum, ele avalia, foi a oportunidade de ter também participado, junto com as demais selecionadas, de um encontro com os 15 mais bem-sucedidos empreendedores/investidores do setor, entre eles Frank H. Levinson, um dos fundadores da Finisar - empresa líder global de comunicação óptica - e atualmente CEO do Small World Group, que opera uma incubadora de startups em Cingapura e nos Estados Unidos.

 

 

"Discutimos desde as perspectivas do mercado até questões de gestão como a hora certa de vender, de trazer mais investidores ou a opção de alavancar recursos em banco. Foi uma oportunidade única. Aqui, no Brasil, tenho um limitado ecossistema para discussões de temas desta natureza", encerra Oliveira.