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Britcham promove palestra com embaixador britânico

Publicado em 18 novembro 2009

Por Rio de Janeiro

"Brasil e Índia são os principais países que os empresários britânicos querem investir. Há um ano, isso seria inimaginável", com esta frase, o embaixador britânico há um ano no Brasil, Alan Charlton, resumiu a visão de grandes players globais em relação ao País. Durante um almoço realizado na última sexta-feira (13/11/2009), pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria (Britcham), no Rio, o representante do Reino Unido no Brasil comentou que a maneira como o Brasil conduziu a Economia foi fundamental para que assumisse uma posição de destaque no cenário internacional e reafirmar sua posição de liderança na América do Sul.

Na companhia do presidente da Britcham no Brasil, David Bunce, do presidente da instituição no Rio, Ivan Simões, além de representantes dos consulados britânicos de Rio e São Paulo, o embaixador revelou partes de uma conversa que participou com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown e o presidente Lula, para estreitar as relações entre os dois países. "Os brasileiros recuperaram agora sua autoestima, mas o País não alcançou esta posição da noite para o dia", contou Charlton ao repetir o que Lula teria dito na conversa.

"Há diversas razões históricas para que o trade entre os dois países não tenha números expressivos", explicou Charlton. "Até então, tínhamos uma falta de conhecimento sobre as oportunidades no Brasil. Por todos esses anos, fizemos um esforço para espalhar esta mensagem e agora temos uma boa oportunidade", confessou.

Charlton reconheceu que o Brasil ainda possui muitos desafios pela frente. Entre os principais obstáculos que o País enfrenta, o embaixador citou primeiramente a legislação, infraestrutura, educação, justiça e o mercado de trabalho. Apesar dos problemas, Charlton lembra que o País conseguiu atingir um crescimento entre 4% e 6% do PIB, mesmo afetado pela crise. "Isso era impossível de se pensar há um ano atrás", comenta. "Lula disse que, em 2016, o Brasil seria a quinta Economia do mundo. O Goldeman Sachs previu em 2050. Muitos acreditam que isso será possível em 2020". Atualmente, o País ocupa da décima posição.

O otimismo inglês com o Brasil já rendeu alguns frutos, apesar de ainda haver questões delicadas na pauta das discussões dos dois países, como a migração e os laços estreitos do Brasil com o Irã, na questão nuclear e do setor de Petróleo & Gás. Na semana anterior, o embaixador comentou que uma das iniciativas recentes, resultado desta aproximação, foi a assinatura de um acordo de cooperação científica para o desenvolvimento dos setores de mineração, biocombustíveis e meio ambiente, com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O acordo tem previsão para terminar em 2012, mas pode ser prorrogado.

O embaixador britânico afirmou ainda que a realização de uma Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi outro importante voto de credibilidade da comunidade internacional no País. "O COI (Comitê Olímpico Internacional) reconheceu este otimismo internacional", afirmou Charlton. "Nós ficamos muito felizes pela escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Esperamos que o Brasil nos apóie em 2018. Esperamos que seja um calendário: 2012, Londres; 2014 Brasil; 2016, Rio; 2018, Reino Unido", disse o embaixador, chamando a atenção para os eventos esportivos internacionais da década. "Este foi um ano e tanto para o Brasil".

SOBRE A BRITCHAM

Fundada em 1916, a Câmara Britânica de Comércio de Indústria no Brasil é uma associação nacional sem fins lucrativos, cujo objetivo é incrementar as relações Brasil e Reino Unido, promover debates e atuar no desenvolvimento de oportunidades de negócios para as comunidades empresariais britânica e brasileira. A Britcham tem escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.