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Britânicos aceitam em investir no uso da energia nuclear

Publicado em 24 maio 2006

Por Agência FAPESP
Mais da metade do povo brasileiro pode ser "torto". Segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, que analisou a postura de 115 pessoas, 66% delas apresentaram uma inclinação para o lado direito do corpo. "Todo mundo é assimétrico, ou seja, apresenta diferença entre o alinhamento do lado direito e do lado esquerdo do corpo, por isso não podemos considerar a simetria total como padrão de normalidade", explica a fisioterapeuta Elizabeth Alves Ferreira.
Em seu estudo de doutorado, Elizabeth propõe um novo padrão de referência de postura para a população brasileira. Ela também participou da elaboração de um software livre e gratuito, de uso acadêmico e clínico, que auxilia na análise da postura, inclinação e equilíbrio dos pacientes.
Elizabeth defende a adoção de um novo padrão na definição do que é considerado desvio e respectiva a necessidade de tratamento. "Não podemos considerar que o normal seja um padrão alcançado apenas por um numero tão pequeno de pessoas", acredita a fisioterapeuta. Entre as pessoas analisadas, apenas 24% têm a altura exatamente igual para os dois lados do corpo.
Britânicos aceitam em investir no uso da energia nuclear
Britânicos aceitam a energia nuclear desde que ela seja importante para combater o efeito das mudanças climáticas
O interesse sobre as mudanças climáticas é grande na Grã-Bretanha, onde 91% da população acredita que elas estão realmente ocorrendo. O dado, de estudo feito na Universidade de East Anglia, divulgado em Londres, também fez outra revelação importante.
Entre os 1.491 entrevistados, na Inglaterra, Escócia e País de Gales, 54% admitiram concordar com a continuidade do uso da energia nuclear se isso for importante para reduzir as emissões de carbono na região. O assunto é importante, uma vez que o governo do Reino Unido começa, na próxima semana, uma grande revisão sobre o futuro de suas matrizes energéticas.
A aceitação nuclear é feito com várias ressalvas, segundo o levantamento. Apesar de concordar com a opção energética, 78% dos entrevistados afirmaram que o ideal seria investir, antes de mais nada, em energias com fontes renováveis. Outros 76% acreditam que o melhor é reduzir o uso de energia elétrica por meio de mudanças no estilo de vida ou pela adoção de tecnologias mais eficientes.
A Grã-Bretanha tem hoje 12 usinas nucleares em funcionamento para geração de energia, que abrigam 23 reatores no total. O grande problema é que nos próximos 25 anos a capacidade de operação estará praticamente esgotada. Um quarto da energia utilizada hoje na região é extraído das reações nucleares. Os cálculos indicam que esse tipo de geração de energia reduz em até 14% a emissão de carbono sob responsabilidade britânica.
Quando perguntado sobre a renovação das usinas existentes, sempre no contexto da ocorrência das mudanças climáticas, 34% do público concordou com a medida. A mesma porcentagem defende que as fontes nucleares atuais sejam utilizadas apenas até o fim de sua vida útil. Outros 9% declararam ser favoráveis à construção de mais reatores. Os que querem o fechamento imediato de todas as usinas representaram 15% da amostra.
Para Nick Pidgeon, coordenador da equipe responsável pela pesquisa, está claro que a população tem um conhecimento sofisticado do problema, muito maior que os tomadores de decisão acreditam. Segundo disse em comunicado da Universidade de East Anglia, todo o intrincado contexto revelado pela pesquisa precisará ser incorporado na revisão que terá início na próxima semana.

Agência FAPESP