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Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Brincar para não esquecer

Publicado em 01 maio 2019

À International School of Game aposta em jogos e cursos de programação para melhorar o raciocínio e promover a socialização de idosos 1] Maria Isabel Moreira O] Claus Lehmann Especializada em cursos de desenvolvimento de games para crianças e adolescentes, a International School of Game se aventurou em um novo mercado ao criar projetos de inclusão tecnológica para idosos. Segundo Fabio Ota, 55 anos, fundador da empresa, o objetivo é “ estimular avanços cognitivos e ajudar no tratamento de doenças degenerativas como o Alzheimer ”.

Nos últimos dois anos, o projeto recebeu duas rodadas de investimento do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fapesp. Com os aportes, que somam mais de R$ 1 milhão, foi criado um portal de jogos voltados para a melhoria da saúde mental de idosos. Em fase de testes, a plataforma deverá abrigar um jogo principal e uma série de mini games. A previsão é que os primeiros módulos sejam lançados em agosto. O planejamento inclui o desenvolvimento de versões para celular. Os títulos terão como objetivo estimular os idosos a interagir com outras pessoas e fazer atividades fora de casa. A intenção é melhorar a memória, a concentração e a coordenação motora dos jogadores.

“ Guardadas as devidas proporções, será uma espécie de Pokémon Go[ jogo de realidade aumentada| para idosos ”, afirma Ota. Os títulos trarão ainda informações sobre saúde, incluindo dicas de respiração e meditação. Paralelamente ao desenvolvimento dos jogos, a ISGame também oferece módulos de programação de games para adultos e idosos. Localizada no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo, a unidade de aprendizado já atendeu cerca de 150 alunos com idades entre 52 e 89 anos. O valor da mensalidade é de R$ 105 — metade do valor cobrado para o público mais jovem. A frente educacional está passando por um projeto de expansão por franquias. A previsão de faturamento para 2019 é de R$ 400 mil.

No início do ano, a startup foi selecionada para participar do programa de aceleração da Estação Hack, organizado pelo Facebook e pela Artemisia. O objetivo é estruturar a operação para receber investidores e acelerar a estratégia de internacionalização da empresa.

“ Estamos estudando mercados onde existe parte significativa da população sênior desatendida. Portugal e Estados Unidos já estão no nosso radar ”, diz Ota.