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Braskem assina acordo de cooperação tecnológica

Publicado em 16 setembro 2010

A Braskem, maior petroquímica das Américas, não para de investir forte em crescimento também no setor de tecnologia. No dia 1° desse mês, a companhia assinou um acordo de financiamento com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), no valor de R$ 100 milhões, que serão destinados à área de pesquisa, desenvolvimento e inovação da companhia na área de polímeros. De sua parte, a Braskem fará aporte de R$ 11 milhões na parceria, que tem prazo de três anos.

O financiamento obtido junto ao órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é o maior já conseguido pela Braskem para a área de pesquisa e desenvolvimento. Além dele, a companhia tem acordos de cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com a Novozymes, com a finalidade de desenvolver a competitividade da produção de polímeros oriundos de matérias-primas renováveis.

No mesmo dia, a Braskem firmou ainda uma parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), localizado em Campinas, interior de São Paulo. Através dela, a empresa terá acesso aos equipamentos de ponta do laboratório, assim como poderá utilizar as suas instalações. Segundo o diretor de Competitividade e Inovação da Divisão Polímeros da Braskem, Antonio Queiroz, o objetivo é realizar pesquisas na área de biotecnologia.

Inicialmente, a Braskem utilizará uma área de 50 metros quadrados, que será expandida para 200 metros quadrados em 2011. O projeto envolverá, em curto prazo cerca de 40 pesquisadores da empresa. Para Queiroz, o LNBio, que é ligado ao MCT, poderá oferecer uma infraestrutura capaz de promover uma integração com benefícios claros e importantes para ambas as partes, já que será criado um ambiente propício para o desenvolvimento científico inovador.

Pretensão para a região

Diante da proposta da Braskem, que iniciou a produção de plástico verde esse mês, de se tornar referência em química sustentável no mundo, esse tipo de parceria, para a empresa, é uma forma de transformar a região de Campinas em uma espécie de Vale do Silício da química renovável - em referência à área dos Estados Unidos conhecida como berço da tecnologia. Assim, o modelo de parceria entre a Braskem e o LNBio surge como um modelo inovador, no qual o setor de pesquisa e a empresa podem gerar troca de experiências e formação de pessoas.