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Brasiltec realiza debate sobre inovação tecnológica

Publicado em 06 outubro 2005

Por Eduardo Geraque, Agência Fapesp

Avanços da Lei de Inovação, a necessidade do reforço da idéia de que ações inovadoras devem ser feitas dentro das empresas, e não nas universidades, e o aumento do número de pesquisadores que trabalhem efetivamente nas instituições privadas, foram temas discutidos na sessão de abertura da 4ª Brasiltec.
O Salão Internacional de Inovação Tecnológica começou nesta quarta-feira (05/10) em São Paulo e será encerrada nesta sexta (07/10).
"É preciso que se mude a idéia de que inovação tecnológica deve ser criada na universidade para depois ser transferida para a indústria. Nenhum país do mundo faz isso. É preciso levar o desenvolvimento científico e tecnológico para dentro da empresa", disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP durante o debate. Para o executivo, existem grandes desafios nesse campo que o país precisa buscar maneiras de enfrentar.
No caso dos recursos humanos voltados para pesquisa e desenvolvimento dentro das empresas, Brito Cruz lembrou o baixo número de profissionais desse grupo que atuam no Brasil. "Temos 20 mil cientistas nas empresas trabalhando como pesquisadores, segundo os dados da Pintec." Em outros países, segundo o diretor científico da FAPESP, a situação é bem diferente.
"Na Coréia são 100 mil. Nos Estados Unidos 800 mil." Apesar de enfrentar o desafio da inovação de forma tardia, o Brasil demonstra ter condições de superar esses obstáculos, afirmou. "Estamos fazendo um esforço grande para chegar pelo menos ao século 18. Mas existem bons exemplos, como a Embraer, que mostram que temos condições de evoluir."
Para Ronald Dauscha, presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), outro avanço a favor da inovação tecnológica no Brasil é a Lei de Inovação, que deve ser regulamentada nas próximas semanas. "Ela trouxe avanços, mas tem alguns pontos que precisam ser bastante melhorados." Segundo o executivo, a lei atual apenas contempla as empresas que registram lucros reais. "Além disso, alguns benefícios só podem ser usados no mesmo ano. Seria interessante que isso pudesse ser aplicado em outros exercícios também."