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O Tempo

Brasileiros participam de 2 novas pesquisas sobre sequenciamento

Publicado em 19 junho 2001

SÃO PAULO - Mal começaram seu trabalho atual - o sequenciamento do genoma de uma variante da bactéria Xylella fastidiosa que destrói as videiras da Califórnia -, os cientistas da rede de pesquisa genômica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lá foram convidados a participar de dois novos projetos de sequenciamento de cepas de xilela dos Estados Unidos. O convite é do Joint Genome Institute (JGI), consórcio californiano de laboratórios ligado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). Nesse caso, a missão vai além de meramente seqüênciar o genoma das duas variantes, uma que ataca a amendoeira e outra que se instala na Neríum oleander, uma planta ornamental popularmente conhecida como espirradeira ou oleandro, afirma Marie-Anne van Sluys, do departamento de botânica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), uma das coordenadoras do projeto da xilela da videira. "Isso (o sequenciamento) os pesquisadores do JGI já fizeram", diz a pesquisadora. O que os cientistas brasileiros da Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos (Onsa) vão fazer, segundo Marie-Anne. é montar a estrutura do genoma dessas duas bactérias. Ou seja, os pesquisadores vão identificar, entre as milhões de "letras químicas" (pares de bases) que compõem o DNA dessas bactérias, as receitas que regulam a produção de proteínas. "Em novembro passado, o JGI terminou rascunhos de alta qualidade, contendo 95% das seqüências genéticas dessas duas variedades da xilela", afirma Marie-Anne.