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Brasileiros lançam tecnologia que automatiza aplicação aérea de defensivos

Publicado em 01 maio 2018

Engenheiros brasileiros, com o apoio da FAPESP, desenvolve-ram urna tecnologia que prome-te racionalizar a aplicação aérea de de-fensivos agrícolas, envolvendo um novo algoritmo e equipamentos para automa-tização da aplicação dos agrodefensivos. A pesquisa foi realizada pela NCB Sis-temas Embarcados Ltda. O procedimento tradicional envol-ve o voo ao longo de faixas paralelas e perpendiculares da lavoura, no sentido do vento, com algumas passagens repe-tidas sobre determinados segmentos na tentativa de garantir a cobertura total da área desejada. A nova tecnologia substitui o pro-cedimento de controle e atuação manu-al por um equipamento dotado de um hardware embarcado e um sistema ele-tromecánico com sensor e amador que, integrado aos demais componentes da plataforma, auxilia na realização da apli-cação autônoma, sem participação do pi-loto, podendo gerar uma economia de, no mínimo, 10%de agrodefensivos e 5% de combustível.
Fluximet-ro
Fernando Garcia Nicodernos, sócio--diretor de pesquisa e desenvolvimento da NCB, explica que o principal com-ponente desenvolvido é um fluxômetro utilizado para o acompanhamento em
tempo real da vazão do agrodefensivo aplicado. Com ele, o piloto pode calcu-lar diretamente no equipamento a va-zão ideal de aplicação e a quantidade do insumo aplicado por meio de um tota-lizador. Além disso, é possível realizar uma calibração simplificada de modo que a vazão monitorada represente realmen-te a do insurno aplicado, evitando-se o desperdício. O equipamento conta ainda com um monitor digital, que deve ser instalado no painel da aeronave, e um sensor do tipo turbina acoplado a um filtro, instalado na tubulação da parte externa inferior.
Exatidão no processo
O que despertou Fernando Garcia para o projeto foi o fato da pulveriza-ção manual incorrer em muitos erros. "O piloto entra em uma faixa de pulveriza-ção e, de maneira visual, ele manualmen-te aciona uma alavanca para começar a pulverização. Quando  vai sair dessa fai-xa de pulveriza0o, ele fecha a alavan-ca. Isso era feito manualmente, e havia muita imprecisão, sem controle de velo-cidade, muito menos da vazão exata do líquido pulverizado. Isso porque muitas vezes o produto era calibrado com água, mas desta forma ele tende a ter outra viscosidade, trazendo um erro embuti-do", explica.
O outro ponto que chamou atenção foi a ineficiência de precisão do proce-dimento manual. Com a inovação, só na leitura de va-zão a economia é da ordem de 5% do produto químico, além da precisão, que seria o controle de vazão, pois tudo é fei-to de forma eletrônica. Assim, o controlador de vazão co-meça a acionar no início da faixa, por meio de um botão elétrico, tornando o procedimento muito mais rápido e fácil de operar, e ainda sem prejuízos para a atenção e saúde do piloto. "Muitos pilotos tinham lesão por es-forço repetitivo, e a atenção ficava preju-dicada por voarem de três a seis metros do solo, exigindo concentração. Até por-que o índice de acidentes com aeronaves de aplicação agrícola é muito alto. O pi-loto precisa tomar decisões muito rápidas, então qualquer coisa que tire sua atenção é muito crítica", alerta Fernando Garcia. Agora, a NCB reformulou seu negó-cio e trabalha apenas com biológicos, es-pecialmente na liberação de vespasnnse-tos, usando o inimigo natural ao invés de produto químico para controlar a praga. "Nos reposicionamos para oferecer so-luções mais sustentáveis. E tudo o co-nhecimento que tivemos desenvolven-do o projeto com a Fapesp contribuiu para aprimorar os produtos para o con-trole biológico, que é o nosso maior mer-cado, dentro e for do Brasil", conclui. •
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Engenheiros brasileiros, com o apoio da FAPESP, desenvolveram urna tecnologia que promete racionalizar a aplicação aérea de defensivos agrícolas, envolvendo um novo algoritmo e equipamentos para automatização da aplicação dos agrodefensivos. A pesquisa foi realizada pela NCB Sistemas Embarcados Ltda.

O procedimento tradicional envolve o voo ao longo de faixas paralelas e perpendiculares da lavoura, no sentido do vento, com algumas passagens repetidas sobre determinados segmentos na tentativa de garantir a cobertura total da área desejada.

A nova tecnologia substitui o procedimento de controle e atuação manual por um equipamento dotado de um hardware embarcado e um sistema eletromecânico com sensor e amador que, integrado aos demais componentes da plataforma, auxilia na realização da aplicação autônoma, sem participação do piloto, podendo gerar uma economia de, no mínimo, 10% de agrodefensivos e 5% de combustível.

Fluxômetro

Fernando Garcia Nicodernos, sócio-diretor de pesquisa e desenvolvimento da NCB, explica que o principal componente desenvolvido é um fluxômetro utilizado para o acompanhamento em tempo real da vazão do agrodefensivo aplicado. Com ele, o piloto pode calcular diretamente no equipamento a vazão ideal de aplicação e a quantidade do insumo aplicado por meio de um totalizador.

Além disso, é possível realizar uma calibração simplificada de modo que a vazão monitorada represente realmente a do insumo aplicado, evitando-se o desperdício. O equipamento conta ainda com um monitor digital, que deve ser instalado no painel da aeronave, e um sensor do tipo turbina acoplado a um filtro, instalado na tubulação da parte externa inferior.

Exatidão no processo

O que despertou Fernando Garcia para o projeto foi o fato da pulverização manual incorrer em muitos erros. "O piloto entra em uma faixa de pulverização e, de maneira visual, ele manualmente aciona uma alavanca para começar a pulverização. Quando vai sair dessa faixa de pulverização, ele fecha a alavanca. Isso era feito manualmente, e havia muita imprecisão, sem controle de velocidade, muito menos da vazão exata do líquido pulverizado. Isso porque muitas vezes o produto era calibrado com água, mas desta forma ele tende a ter outra viscosidade, trazendo um erro embutido", explica.

O outro ponto que chamou atenção foi a ineficiência de precisão do procedimento manual.

Com a inovação, só na leitura de vazão a economia é da ordem de 5% do produto químico, além da precisão, que seria o controle de vazão, pois tudo é feito de forma eletrônica.

Assim, o controlador de vazão começa a acionar no início da faixa, por meio de um botão elétrico, tornando o procedimento muito mais rápido e fácil de operar, e ainda sem prejuízos para a atenção e saúde do piloto.

"Muitos pilotos tinham lesão por esforço repetitivo, e a atenção ficava prejudicada por voarem de três a seis metros do solo, exigindo concentração. Até porque o índice de acidentes com aeronaves de aplicação agrícola é muito alto. O piloto precisa tomar decisões muito rápidas, então qualquer coisa que tire sua atenção é muito crítica", alerta Fernando Garcia.

Agora, a NCB reformulou seu negócio e trabalha apenas com biológicos, especialmente na liberação de vespas/insetos, usando o inimigo natural ao invés de produto químico para controlar a praga. "Nos reposicionamos para oferecer soluções mais sustentáveis. E todo o conhecimento que tivemos desenvolvendo o projeto com a Fapesp contribuiu para aprimorar os produtos para o controle biológico, que é o nosso maior mercado, dentro e fora do Brasil", conclui.