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Brasileiros descobrem que bagaço da cana-de-açúcar pode descontaminar água

Publicado em 16 fevereiro 2021

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descobriram que o bagaço da cana-de-açúcar tem a capacidade de limpar a água contaminada com cobre ou crômio.

Os cientistas produziram um compósito a partir do bagaço da cana e de nanopartículas magnéticas, que apresenta propriedades adsorventes e magnéticas. O novo material consegue remover os metais presentes no meio aquoso e deixa a água limpa.

O material também é capaz de remover moléculas orgânicas, como corantes sintéticos, drogas, hormônios e agrotóxicos.

O estudo integra uma série de outras pesquisas que utiliza a biomassa como biossorvente para descontaminar ambientes aquáticos. O objetivo é criar alternativas sustentáveis a partir do bagaço da cana, uma matéria-prima viável e que seria descartada como lixo.

“Com esses materiais, a proposta é criar colunas de adsorção em leito fixo contendo os compósitos adsorventes produzidos com resíduos de biomassa que seriam descartados, considerados lixo, para atuarem como filtros biossorventes. Esperamos que a produção científica com base no uso desse tipo de tecnologia continue crescendo no Brasil e impulsione a bioeconomia no país”, afirma a pesquisadora Elma Neide Vasconcelos Martins Carrilho

Carrilho lembra que os nanocompósitos magnéticos estudados pelo grupo também têm potencial para auxiliar na remoção de óleos (como o petróleo cru) da superfície da água em casos de derramamento.

Em testes de laboratório, os cientistas já conseguiram que outros compósitos – feitos à base de resíduos de biomassa e magnetita – removessem petróleo bruto e outros tipos de óleo derramados em água, com mais de 80% de eficácia.

** Com informações da Agência Fapesp