Notícia

Head Topics (Brasil)

Brasileiros criam sistema para prever epidemias de dengue e febre amarela - BBC News Brasil (99 notícias)

Publicado em 11 de fevereiro de 2021

Intervalo da Notícia Z1 Portal de Notícias Caderno B Gizmodo Brasil Revista Sustinere online Tribuna de Ituverava online Nossa Rádio 105.9FM Brasil Soberano e Livre Bahia.ba ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação Correio do Pantanal Pragas e Eventos Ao vivo de Brasília Regional MT online Resende News LIM - Laboratórios de Investigação Médica Portal da Enfermagem Cultura FM 87,9 TV Assembleia - Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) Fala Rio Informa Paraíba Jornal O Anhanguera online Jornal O Anhanguera online Marcos Imprensa Asmetro-SN (Sindicato Nacional dos Servidores do Inmetro) Farol da Bahia FOCEP Brasil Vale São Patrício Portal Marcela Rosa Germed Pharma Blog Sempre Livre - Cristóvam Aguiar Minha Capital Blog Tenente Laurentino Agora Blog Cultura e Saúde Blog DJ Aildo Blog Borg FM Ao Vivo Sudeste Notícia TV do Povo Pequi FM 87,5 Coluna Supinando Brasil Amazônia Agora Primeira Opção News Altair Tavares TV Web Cariri Yahoo! Vida e Estilo Revista Viva Saúde online Ilha Rebelde Amazônia Agora Rádio Liberdade FM 87,9 Imbaú FM 87,9 Rádio Cidade Nova FM 104,9 Rádio Cultura FM 101,7 Rádio Nova Aliança FM 105,9 Portal A Voz da Cidade TV Conteúdo São Paulo FM Colorado em Foco Tribuna Cultural Portal Gazeta Gospel Rádio São Tomás FM 105.9 Rádio Agronômica FM 87,5 Sei Aprender Rádio Mais Alegria AM 1060 Blog do Erbi Rádio Fronteira AM 570 FM 94,3 Rádio Integração FM 87,5 Rádio Sat Peruibe FM 87,9 BBC Brasil
Por André Biernath, da BBC News Brasil em São Paulo

Um 'Big Brother' da biologia. Brasileiros criam sistema para prever epidemias de dengue e febre amarela:

Projeto vai monitorar interior de São Paulo, Pantanal, Amazônia e Panamá para detectar possíveis aumentos e mudanças nos vírus transmitidos por mosquitos.

da biologiaA pesquisa vai acontecer em quatro lugares: São José do Rio Preto (SP), Manaus (AM) e em algumas regiões do Pantanal e do Panamá."São locais em que há muita transmissão de doenças por mosquitos e onde temos laboratórios e profissionais capacitados para trabalhar", justifica o médico virologista Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e um dos coordenadores da iniciativa.

Ao longo dos próximos cinco anos, os cientistas vão fazer um monitoramento contínuo dos quatro personagens envolvidos no processo de uma epidemia: os vírus, os mosquitos, os animais intermediários e os seres humanos.A proposta é, entre outras coisas, fazer o sequenciamento genético dos vírus causadores dessas doenças e analisar a distribuição e o comportamento de seus transmissores: os mosquitos

Aedes aegypti(que dissemina dengue, zika e chikungunya em ambientes urbanos),HaemagogusSabethes(vetores da febre amarela em áreas silvestres).Outra atividade será acompanhar os animais que também podem ser infectados por esses agentes infecciosos, especialmente algumas espécies de macacos. headtopics.com

Apesar de não transmitirem a doença diretamente às pessoas, o aumento de casos entre os primatas pode significar o início de um novo surto ou o aumento do risco de transmissão em áreas de transição entre cidades e florestas.

"Também vamos coletar e analisar amostras de pacientes com casos suspeitos e observar o que acontece com milhares de pessoas que moram em determinados bairros dos quatro centros de estudo", detalha a virologista Lívia Sacchetto, pós-doutoranda na Famerp.

Crédito,Victor Moriyama/Getty ImagesLegenda da foto,Em 2018, o Brasil enfrentou a pior pandemia de febre amarela desde 1942. A morte de macacos em regiões de mata foi o primeiro sinal da crise de saúde públicaEfeitos práticos (e imediatos)

A partir da coleta de tantas informações, os cientistas pretendem criar modelos que permitirão se antecipar às crises sanitárias antes mesmo que elas se iniciem.Nogueira lembra que, entre 2018 e 2019, a região de São José do Rio Preto, no interior paulista, enfrentou uma epidemia de dengue do tipo 2 — sabe-se que existem quatro tipos diferentes do vírus causador dessa doença, que circulam com mais ou menos intensidade de forma periódica. headtopics.com

"Nós conseguimos prever que a dengue tipo 2 iria se tornar um problema em breve e conseguimos avisar as autoridades a tempo para que algumas medidas preventivas fossem tomadas", recorda.Com alertas desse tipo, é possível reforçar as ações de combate ao

Aedes aegypti, como a limpeza de terrenos baldios e reservatórios de água parada que servem de criadouro para o mosquito.No caso da febre amarela, por exemplo, o aparecimento dos primeiros casos entre os macacos de uma região já pode ser suficiente para que aconteçam reforços nas campanhas de vacinação para proteger aqueles que ainda estão suscetíveis.

Um segundo ponto essencial do projeto está na análise de outros vírus que também são transmitidos por mosquitos e já circulam pelo Brasil e pelas Américas."Já foram identificados no país vírus como o mayaro e o oropouche, que podem provocar epidemias futuras e precisam ser estudados de perto", acrescenta Sacchetto.