Notícia

O Estado do Maranhão

Brasil vai mapear genoma do eucalipto

Publicado em 01 dezembro 2001

SÃO PAULO - As empresas Votorantim, Ripasa, Suzano e Duratex formaram um consórcio para financiar parte do Seqüenciamento genético do eucalipto, um projeto em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. O anúncio oficial, com detalhamento do projeto e do financiamento, será na próxima segunda-feira, em São Paulo. A pesquisa será feita pelo projeto Genomas Agronômicos e Ambientais da Fapesp. Dele faz parte o projeto genoma do amarelinho, que mapeou a Xylella fastidiosa, causadora da praga que ataca os laranjais. MAPEAMENTO - A Fapesp também financia o mapeamento do genoma da cana-de-açúcar em um projeto que conta com a participação da Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco. O objetivo do projeto genoma do eucalipto é identificar os genes ligados aos problemas que comprometem o desenvolvimento da planta, o que será feito por meio da identificação e análise dos genes da madeira, raízes, folhas e flores da espécie. O projeto foi identificado pela sigla Forests (florestas, em inglês), Eucalyptus Genoma Sequencing Project Consortium. CLIMA - O eucalipto é usado pelas indústrias de polpa, papel e celulose desde os anos 40. A planta está bem adaptada ao clima brasileiro. A indústria florestal que utiliza o eucalipto como matéria-prima responde por cerca de 47% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 8% das exportações nacionais. O setor emprega cerca de 150 mil pessoas. Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de popa e papel de eucalipto. O projeto contará com recursos do programa Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), da Fapesp. Desde 1998, o Pite apoiou 55 projetos, alguns já concluídos e outros ainda em curso. Em média, 609? dos custos das pesquisas propostas são bancadas pelas empresas e o restante pela Fapesp nas parcerias estabelecidas no Pite.