Notícia

Diário do Comércio (SP)

Brasil terá o maior sistema de biometria do mundo

Publicado em 11 agosto 2014

Nas eleições deste ano, quase 800 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal vão utilizar o sistema de identificação por biometria por impressão digital. O Programa de Identificação Biométrica do Eleitor do TSE foi iniciado em 2008 como um projeto piloto, em apenas três municípios. Em 2010, a biometria foi ampliada para 60 cidades. Em 2012, a votação com identificação biométrica ocorreu em 300 localidades. Em 2018 todos os eleitores deverão utilizar este sistema de identificação, atingindo 160 milhões de pessoas. Este número faz com que o sistema de identificação biométrica nacional seja considerado o maior do mundo.

Em maio, foi divulgado o resultado da concorrência pública que selecionou o responsável pela certificação e gerenciamento do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ganhadora foi a Griaule Biometrics, uma pequena empresa brasileira de Campinas (SP), especializada em soluções em biometria. A empresa assinou um contrato no valor de R$ 82 milhões para fornecer, por dois anos, sistemas de verificação de impressão digital em larga escala para o órgão eleitoral federal.

Considerando que são coletadas as digitais dos 10 dedos de cada pessoa, o número de comparações que o software de reconhecimento tem que processar é da ordem de quintilhões. O que o sistema da Griaule irá fazer é a validação biométrica de toda a base coletada até agora, com a finalidade de garantir a segurança do pleito. “O TSE possui atualmente um banco de dados com 24 milhões de eleitores cadastrados. Entretanto, essa base não possui garantia de unicidade: ou seja, é possível que uma pessoa mal intencionada tenha se cadastrado duas vezes nesse banco, com nomes diferentes. O objetivo da contratação do TSE é validar a base de dados, verificando, registro por registro, se existe alguma duplicidade”, explica Iron Daher, CEO da Griaule Biometrics.

O produto adquirido pelo TSE, o GBS Server, é fruto de mais de 10 anos de desenvolvimento e pesquisa feitos pela Griaule, com o apoio de instituições de fomento à inovação e pesquisa como a Finep, a Fapesp e o Cnpq, além da Agência de Inovação Inova Unicamp. O GBS Server é um servidor de autenticação biométrica, responsável por armazenar, validar e autenticar os dados biométricos dos eleitores brasileiros.

Segundo a empresa, o sistema é o mais preciso do mundo, recebendo certificações de interoperabilidade e qualidade de órgãos norte-americanos, como o Federal Bureau of Investigation (FBI) e o National Institute of Standards and Tecnology (NIST). Em 2006, o algoritmo de reconhecimento do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais em larga escala (AFIS) da Griaule conquistou o primeiro lugar na Figerprint Verification Competitition (FVC2006), considerado o Prêmio Nobel na área de biometria.

Exemplo de startup nascida na incubadora de empresas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Griaule foi, no início de suas atividades em 2002, apoiada financeiramente pelo programa PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), da FAPESP. O reconhecimento veio em 2005, com a escolha da empresa para o Prêmio Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, na categoria de pequena empresa em Inovação Tecnológica. O sistema biométrico que a Griaule desenvolveu ficou no mesmo ano em primeiro lugar na Fingerprint Verification Competition – FVC2006 – como a tecnologia mais precisa do mundo para verificação de digitais. Depois a empresa abriu uma filial em San Jose, no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), e passou a exportar seus serviços. Os clientes da Griaule estão espalhados por mais de 50 países.

Scanner reconhece digital e veias

A CIS, fabricante de soluções para captura de dados, lançou o scanner biométrico DigiVein, que combina duas tecnologias: fingerprint e fingervein. O novo scanner unificado de digitais e veias com câmera que funcionam simultaneamente, necessitando de apenas um pouso do dedo. O produto possibilita o reconhecimento do usuário pela digital, bem como imagem das veias.

Com esta nova tecnologia, os erros de falso positivo, falso negativo ou de não cadastramento reduzem drasticamente, tendendo a zero, pois, o leitor das veias dos dedos será usado como contingência do leitor digital, que tem dificuldade em ler as digitais de pessoas com problema de alergia ou desgastes de suas digitais em função do seu trabalho.

O DigiVein utiliza o sensor FS88, homologado pelo FBI, sendo totalmente aderente a sistemas AFIS de identificação automática de indivíduos. As imagens e as minúcias da veia podem ser usadas também como uma poderosa ferramenta de verificação de “prova de vida” do dedo “LFD (Live FingerDetection)”.

Com design compacto e inovador, o DigiVein é ideal para uso em Desktops, ATMs ou em outros equipamentos de alta segurança já que é de alta confiabilidade e não pode ser falsificado.