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MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Brasil tem papel decisivo na cooperação científica para pesquisas no Atlântico

Publicado em 26 julho 2018

O Brasil tem papel decisivo na cooperação científica para pesquisas no Oceano Atlântico. A conclusão saiu do encontro realizado em Salvador (BA), nesta segunda (23) e terça-feira (24), para avançar na implementação da Declaração de Belém, iniciativa que reúne Brasil, África do Sul e União Europeia.

O documento, assinado em julho de 2017 em Lisboa, Portugal, prevê a integração das atividades de pesquisa no Atlântico Sul e no Oceano Austral com aquelas do Atlântico Norte, bem como a exploração das sinergias com outras iniciativas, como o Centro Internacional de Pesquisas Atlânticas (AIR Center).

“Os resultados da reunião trouxeram o fortalecimento da pesquisa colaborativa no Atlântico e também das relações bilaterais entre o Brasil e os países participantes”, afirmou o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack. “O encontro reafirmou o papel do Brasil como um país-chave no Atlântico.”

Representantes de 15 países participaram das discussões sobre o impacto socioeconômico e político das iniciativas de pesquisa no Oceano Atlântico.

“Eles levaram uma mensagem muito importante de buscar formas de propor projetos concretos a partir de agora”, explicou Polejack. “Há um edital de pesquisa lançado pela União Europeia que vai contratar projetos ainda este ano, e a presença das agências de financiamento, como a Finep e a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], foi essencial do lado brasileiro, porque elas também apresentaram oportunidades de financiamento e de trabalho conjunto.”

Andrei Polejack citou ainda a colaboração da Universidade Federal da Bahia, que sediou o evento.

O encontro em Salvador foi precedido de uma reunião realizada em 22 de julho com os países do hemisfério sul, na qual foi discutida a agenda Sul-Sul, definida pelo MCTIC e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da África do Sul. A reunião teve como resultado a criação de um grupo de trabalho para viabilizar uma agenda científica para os países do Atlântico Sul e contou com a adesão de países como a Argentina, que deve sediar o próximo encontro, em 2019.