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Brasil será sócio do Chile em projeto de telescópio gigante

Publicado em 05 agosto 2014

O Brasil está prestes a se associar a um dos maiores telescópios do mundo, o Giant Magellam Telescope (GMT), que será construído no deserto do Atacama, Chile, até 2020.

A Fundação de Amparo à Pequisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aprovou um investimento de US$ 40 milhões para participar do projeto, que também contará com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Toda a comunidade astronômica brasileira terá acesso ao telescópio.

Embora o MCTI ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre o assunto, o órgão confirmou a informação de que arcará com 50% do valor aprovado pela Fapesp (ou seja, US$ 20 milhões). “Ainda não há nada assinado, mas já temos um acordo”, disse Carlos Henrique Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

A verba oferecida pelo Brasil, de US$ 40 milhões, garantirá ao país uma participação de 4% no consórcio do GMT, ou seja, os brasileiros terão direito a 4% do tempo de uso do telescópio. “É uma participação que nos garante um número razoável de horas de uso e a oportunidade para entender e aprender como as coisas funcionam em um observatório desse porte”, explica Brito Cruz, destacando também a possibilidade da participação de empresas brasileiras na construção, operação e desenvolvimento tecnológico do Giant Magelan Telecope.

O contrato com o GMT ainda não foi assinado, mas a adesão da Fapesp foi divulgada no site do projeto. A principio, 10 instituições integram o consorcio: seis dos Estados Unidos, três da Austrália, e uma da Coréia do Sul. O custo total do telescópio é de cerca de US$ 1 bilhão.

Fontes: O Estado de S. Paulo-Brasil vai ser sócio de telescópio gigante no Chile