Notícia

Intelog

Brasil quer centro de estudo de biocombustível

Publicado em 25 outubro 2011

Por ALEXANDRE GONÇALVES, ENVIADO ESPECIAL / WASHINGTON

Boeing, Embraer e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) pretendem criar um centro de pesquisa para vencer os desafios científicos que impedem a adoção de biocombustíveis na aviação. O projeto deve ser anunciado amanhã em São Paulo, mas mereceu menção na palestra que o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, fez ontem em Washington, durante simpósio que comemora os 50 anos da fundação e discute a cooperação científica entre Brasil e EUA.

Por nove meses, o pesquisador Luís Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenará um estudo para mapear os principais obstáculos. Brito Cruz calcula que o estudo preliminar custará cerca de R$ 200 mil. Ele servirá como base para um edital da Fapesp que financiará pesquisa avançada em biocombustíveis para aviação. A ideia é criar um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), semelhante aos 11 existentes em outras áreas. Poderá envolver a colaboração de diversas universidades paulistas.

Questionado sobre os investimentos necessários, Cruz afirmou que não é possível apontar um valor exato. "Mas posso dizer que os atuais Cepids custam, em média, R$ 3 milhões por ano", destacou. "E cada centro permanece ativo por 11 anos."

A iniciativa reunirá pesquisadores da academia e das duas empresas privadas que participarão do projeto. Segundo Cruz, a assinatura do acordo será o primeiro ato de Donna Hrinak como presidente da Boeing Brasil. Ela foi embaixadora dos EUA no País entre 2002 e 2004.

Hoje. Biocombustíveis são testados em aeronaves, mas, até agora, não se chegou a uma tecnologia que seja eficiente e, ao mesmo tempo, economicamente viável.

Por O Estado de São Paulo - SP - ALEXANDRE GONÇALVES