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Brasil pouco avança em matéria de inovação

Publicado em 09 janeiro 2011

Números da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), que reúne os pedidos de patentes feitos por empresas em todo o mundo, mostram que o Brasil caminha a passos lentos em matéria de inovação. Enquanto o PIB cresceu 158% de 2000 para cá e assegurou ao País a fatia de 2,7% da economia mundial, o Brasil não passa de 0,32% dos pedidos de patentes.

Cálculos apontam ainda que o Brasil investiu 1,3% do PIB em pesquisa, menos da metade da média de países desenvolvidos. Além disso, o volume se concentra no setor público, com 55% do investimento, ante 45% da iniciativa privada, quando segundo especialistas o ideal seria o contrário. Para o investimento em pesquisa no Brasil chegar a 1,5% do PIB, a participação das empresas deveria chegar a 0,8%. Atualmente é de 0,45%.

Esse quadro faz do País basicamente um "importador de tecnologias", segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, fundação paulista de amparo à pesquisa.

Para Cruz, uma das saídas do Brasil é apostar em suas vantagens competitivas para criar produtos que sejam aceitos no mundo. Entre as possibilidades para a criação de patentes de produtos brasileiros estão o uso de recursos naturais e de tecnologias consagradas, como a do álcool combustível.

[do Estado de S. Paulo]