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G1

Brasil pode ter quase 2 milhões de infectados por coronavírus, diz estudo da USP

Publicado em 08 maio 2020

Segundo um estudo da USP de Ribeirão Preto, o Brasil pode ter hoje quase 2 milhões de infectados pela Covid. O número seria maior do que o de casos confirmados nos Estados Unidos, que até agora são o epicentro da doença.

Desde sábado (2), o Ricardo tem febre e falta de ar. Na quarta-feira (6) à noite, procurou um hospital público na Zona Sul de São Paulo. O sogro dele conta como foi.

"O médico não especificou, não fez nenhum exame para detectar que é Covid. Apenas suspeita. E passou as medicações. Disse que está faltando exame em toda a rede”, conta Ronaldo Rodrigues. “Como recomendaram, estou isolado", afirma Ricardo.

O caso dele não entra nas estatísticas. O ministério e as secretarias de Saúde dos estados e municípios só contam os casos confirmados, aqueles em que as pessoas fizeram testes que comprovaram a infecção pelo novo coronavírus. Acontece que o Brasil testa muito pouco.

Os testes no Brasil são, principalmente, para pacientes internados e profissionais de saúde e segurança. Muita gente com sintomas leves ou até sem sintomas não sabe se tem ou teve a Covid-19 e não aparece nas estatísticas. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) indica que o número real de casos pode ser 14 vezes o número oficial.

O estudo, desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, no interior paulista, usa como referência a Coreia do Sul, um dos países que mais fazem testes para a Covid-19. Portanto, os números lá, segundo os pesquisadores, são bem mais próximos da realidade.

A epidemia na Coreia do Sul começou antes do que no Brasil e o número de novos casos lá está desacelerando. Mas quando o país estava no mesmo ponto da epidemia que o Brasil está hoje, 1,65% dos sul-coreanos infectados morriam de Covid-19, observaram os pesquisadores brasileiros. Eles aplicaram essa mesma taxa de letalidade para o Brasil, ajustando o cálculo conforme as diferenças etárias da nossa população em relação aos sul-coreanos, e, assim, a partir do número de mortos, calcularam o que seria o número real de infectados.

Em gráfico desenvolvido pelo estudo, a linha de baixo mostra a evolução do número de casos no país pelos dados oficiais e a linha de cima, pela estimativa do estudo. Nesta quinta (7), quando o Ministério da Saúde contabilizava 135 mil casos de Covid-19 no Brasil, o estudo apontava mais de 1,9 milhão.

É mais do que o total de casos dos Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia. E olha que um dos números usados nos cálculos, o de mortos no Brasil, também é menor do que o real. Muita gente está sendo enterrada sem que se confirme se a causa da morte foi Covid-19.

“Se eu for levar em consideração o número de óbitos que são efetivos, tentando fazer uma estimativa, tirando a subnotificação, o meu modelo, honestamente, explode com o número de casos. Esse modelo é otimista e, por isso, eu tenho defendido de que o Brasil, necessariamente, para o mundo, já é o principal foco da epidemia”, avaliou Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

As projeções têm uma margem de erro para mais ou para menos. Essa margem indica que, no limite, o Brasil teria hoje, no mínimo, 1,5 milhão de casos e, no máximo, mais de 2 milhões de casos de Covid-19.

O pesquisador defende que já passou da hora de apertar ainda mais as medidas de isolamento: "Essas medidas que foram adotadas não surtiram o efeito adequado. E o que a gente está vendo é um escape importante da mão dos governos do controle dessa pandemia. Então, a população que já está desgastada com essa situação, tem que entender que é o seguinte: o aperto das medidas de contenção, na maioria das capitais brasileiras, elas vão salvar vidas. Muitas vidas”.

O Ministério da Saúde declarou que discute com os estados a necessidade de notificação dos casos suspeitos e confirmados da Covid; que, pelas características da doença e pela falta mundial de testes, a subnotificação é esperada. O ministério afirma que está seguindo a orientação da Organização Mundial da Saúde para testar o maior número possível de pessoas, por isso, pretende comprar 46 milhões de testes, que correspondem a 22% da população.

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