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Diário do Litoral (Santos, SP)

Brasil pode substituir 13% do petróleo consumido no mundo com "novo" etanol

Publicado em 27 outubro 2017

A expansão do cultivo de cana-de-açúcar no Brasil para produção de etanol tem potencial para substituir até 13,7% do petróleo consumido no mundo e reduzir as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) em até 5,6% em 2045. E esse avanço pode se dar utilizando para plantio apenas áreas que não sejam de preservação ambiental ou destinadas à produção de alimentos.

A estimativa é de um estudo internacional cujos resultados foram publicados segunda-feira na revista Nature Climate Change. O trabalho avaliou como o etanol poderia limitar o aumento da temperatura global a menos de 2 ºC por meio da redução das emissões de CO2 na queima de combustíveis fósseis, como a gasolina, conforme acordado pelas 196 nações que assinaram o Acordo Climático de Paris em dezembro de 2015.

O trabalho contou com cientistas da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, do Instituto de Biociências da USP e da Escola de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP; em colaboração com colegas da University of Illinois Urbana-Champaign e da Iowa State University, dos EUA; além da University of Copenhagen, da Danish Energy Association e do National Center for Supercomputing, da Dinamarca; e da Lancaster University, do Reino Unido; com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol.

Os pesquisadores utilizaram um software que simula o crescimento de plantas como a cana-de- -açúcar por hora e com base em parâmetros como composição do solo, temperatura, incidência de chuva e de seca. Recentemente, uma das comissões internas da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto que libera o plantio de cana até na Amazônia, em áreas onde a floresta já tenha sido devastada anteriormente.