O Brasil pode ocupar um papel central nas pesquisas globais sobre longevidade extrema, de acordo com um novo artigo científico liderado pela geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP).
Publicado na revista Genomic Psychiatry, o estudo reúne análise de dados genômicos de supercentenários brasileiros e aponta que a diversidade genética do país ainda é pouco explorada, apesar do alto potencial científico.
O trabalho reúne evidências de pesquisas em andamento com um grupo único de pessoas que ultrapassaram os 110 anos de idade, incluindo supercentenários validados e antigos detentores de recordes mundiais de longevidade.
A análise reforça que populações miscigenadas, como a brasileira, podem revelar mecanismos biológicos de proteção ainda invisíveis em bancos de dados genéticos mais homogêneos. De acordo com os autores, um dos principais entraves para compreender por que alguns indivíduos vivem muito além da média está na falta de representatividade genética nos grandes estudos internacionais.
Luís Gusttavo