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Agência Gestão CT&I

Brasil pode produzir 10 bilhões de litros de etanol de segunda geração até 2025

Publicado em 20 abril 2016

As oportunidades de mercado surgidas com o aumento da produção de biocombustíveis de segunda geração podem ser capitalizadas por países em desenvolvimento interessados em se engajar no setor, como o Brasil. Segundo o documento "Second generation biofuel markets: state of play, trade and developing country perspectives", produzido pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o País tem capacidade para produzir 10 bilhões de litros de etanol de segunda geração até 2025.

A informação trazida pelo documento internaciona podel auxiliar o Brasi na busca para alcançar os compromissos firmados na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), em Paris, de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025.

Para atingir a marca de 10 bilhões até o ano previsto, diz o relatório, o Brasil precisa avançar na moagem de cana e na modernização e integração das produções de etanol de primeira e segunda geração. Também é necessária a construção de novas usinas voltadas ao biocombustível celulósico.

O relatório apresenta sugestões para o desenvolvimento responsável da indústria de biocombustíveis de segunda geração – entre elas, a criação de marcos regulatórios para o mercado de bioenergia avançada adaptados às circunstâncias nacionais, concentrando-se nas demandas locais existentes; a promoção de cooperação entre organizações nacionais e empresas estrangeiras para facilitar a transferência de tecnologia; e o combate a bloqueios ao desenvolvimento industrial em setores e tecnologias específicos, como os biomateriais.

“Essas sugestões são importantes, por exemplo, para que o País evite o surgimento de um grande fosso tecnológico entre a primeira e a segunda gerações de etanol. É preciso continuamente promover o diálogo técnico entre as diferentes áreas de produção dos biocombustíveis avançados”, afirmou Laís Forti Thomaz, que participou da elaboração do documento e é pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu).

O mercado mundial de etanol celulósico é liderado pelos Estados Unidos, com seus 490,37 milhões de litros, que representam 34% do total. Em seguida estão a China, com 340,19 milhões, equivalentes a 24%; o Canadá, com 303,45 milhões (21%); o Brasil, com 177,34 milhões (12%); e a União Europeia, com 130,83 milhões (9%).

A íntegra do relatório está disponível neste link.

(Agência Gestão CT&I, com informaççoes da Agência Fapesp)