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O Povo

Brasil participa de estudo sobre a origem do universo

Publicado em 20 julho 2000

A Fundação de Amparo à Pesquisa o Estado de São Paulo (Fapesp) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) anunciaram ontem a liberação de R$ 2,4 milhões para financiar a participação brasileira no projeto Observatório Pierre Auger, que reúne pesquisadores de 19 países, informou-se em Campinas (SP). Iniciado em 95, o projeto estuda partículas de alta energia, assim chamadas por viajarem pelo espaço próximo à velocidade da luz. Segundo os pesquisadores, a descoberta da origem destes partículas ajudará a explicar a formação do universo. A Fapesp vai participar com R$ 1,8 milhão e o MCT garantirá mais R$ 600 mil. A participação brasileira prevê, porém, um investimento total de R$ 3,5 milhões. Os outros R$ 1,1 milhão, segundo os coordenadores do projeto no País, serão captados em fontes ainda não definidas. Todo o dinheiro será usado na fabricação de equipamentos e componentes necessários à pesquisa. Coordenado pelo ganhador do Prêmio Nobel de Física em 80, James Cionin, o projeto todo está orçado em US$ 80 milhões. Os recursos estão sendo aplicados na construção de dois observatórios gigantes, um na Argentina e outro nos Estados Unidos. O Brasil ficará encarregado de fabricar os equipamentos que equiparão o observatório situado na Argentina, na província de Mendoza. O estudo consiste em captar, medir a intensidade da luz e determinar a origem das partículas de alta energia que chegam à Terra vindas do espaço. "Uma das hipóteses é que estas partículas sejam remanescentes fósseis do big-bang", disse Cronin.