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Brasil, nas últimas 24 horas, foram mais 1.300 mortes e 41.857 novos doentes pela Covid-19

Publicado em 14 julho 2020

O Brasil registrou oficialmente exatos 1.300 mortos em 24 horas pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Os dados são do boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde ( Conass ), divulgado no início da noite desta terça (14). Nas últimas semanas, os óbitos se mantiveram na casa dos 1.200, nos piores dias. O aumento confirma o que cientistas vem repetindo: a pandemia segue descontrolada no país.

Já a curva de contágio da covid-19 nem sequer chegou a entrar em estabilidade e segue crescente. Nas últimas 24 horas, foram registrados 41.857 novos doentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o Brasil é o epicentro da pandemia no mundo, com o número de mortos no último mês superando outros países membros da comunidade internacional.

De acordo com a atualização do Ministério da Saúde, 643.483 pessoas estão em acompanhamento e 1.209.208 se recuperaram da doença. O total de mortes subiu para 74.133 e há ainda 3.928 mortes em investigação.

Desde março, quando a pandemia chegou ao Brasil, já foram registrados 1.926.824 infecções. Durante todo o período, o governo Bolsonaro ignorou o surto. “ Queimou” dois ministros da Saúde por eles seguirem as recomendações médicas e chegou a afirmar que as mortes pela covid-19 não passariam de 2 mil. Além disso, Bolsonaro promoveu aglomerações públicas e fez piada com as mortes.

Mesmo com o alerta da ciência, governadores e prefeitos, que inicialmente mostraram preocupação e baixaram medidas de distanciamento social, abandonaram medidas mínimas de proteção à população, após um tímido sinal de estabilidade no número diário de mortos, há cerca de três semanas.

Porém, a estabilidade manteve-se no topo e não houve redução na curva de mortalidade. Epidemiologistas alertaram para as consequências da flexibilização da quarentena: sem controle, o cenário pode piorar.

Em números globais, desde o início da pandemia, o Brasil é o segundo país mais afetado pelo novo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Sozinho, o país tem mais do que o dobro de casos e mortes pela doença do que todos os países sul-americanos somados. O Brasil também é um dos países que menos realizam testes de sorologia da covid-19 no mundo.

Desconhecidos

A subnotificação, que sempre foi realidade apontada pela ciência e reconhecida por autoridades sanitárias, tende a se intensificar. Isso, porque a covid-19 está em um processo de interiorização, se espalhando para regiões mais distantes do país. Regiões, estas, que não possuem as mesmas estruturas hospitalares e de diagnósticos das grandes capitais.

Os mais impactados pelo descaso das políticas públicas de saúde são os mais pobres, afirma o pesquisador do Departamento de Física da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Valerio Marra. “ No Brasil, as pessoas mais vulneráveis do ponto de vista socioeconômico são as mais expostas à contaminação pelo novo coronavírus.”

“ A maioria dos pretos e pardos não dispõe de condições para ficar em casa e trabalhar remotamente, muitos estão desempregados e precisam sair às ruas para buscar seu sustento, expondo-se ao vírus mais do que a população branca”, completa, em citação de artigo da revista da Fapesp.

A informação é corroborada pelos dados Boletins epidemiológicos da prefeitura de São Paulo, divulgados em abril, apontam que o risco de morte dessa população era 62% maior em comparação aos brancos.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (18.324), Rio de Janeiro (11.624), Ceará (6.977), Pernambuco (5.715) e Pará (5.318). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (177), Tocantins (267), Roraima (398), Acre (436) e Amapá (483).

Os estados com mais casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia são: São Paulo (386.607), Ceará (139.437), Rio de Janeiro (132.822), Pará (128.570) e Bahia (110.029). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (13.934), Tocantins (15.723), Acre (16.479), Roraima (22.968) e Rondônia (27.528).

Boletim epidemiológico covid-19 - Ministério da Saúde

Com informações da RBA /Agência Brasil

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