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Brasil estuda biocombustível para aviação

Publicado em 27 abril 2012

No ar, uma alternativa renovável para a aviação.

Representantes da Fapesp, Boeing e Embraer deram início a um estudo sobre os desafios científicos, tecnológicos, sociais e econômicos para o desenvolvimento e adoção de biocombustível em aviões comerciais e executivos no Brasil.

Em um ano, serão realizados oito workhops para coleta de dados com pesquisadores, integrantes da cadeia de produção de biocombustíveis, além de representantes do setor de aviação e do governo. O primeiro deles terminou ontem, em São Paulo. Em seguida, haverá uma chamada de propostas para o estabelecimento de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições.

- Ainda não temos uma perspectiva de em quanto tempo teremos biocombustíveis produzidos em escala comercial e que possam ser utilizados na aviação de forma global. Não prevemos que no futuro próximo haverá a substituição completa do combustível fóssil utilizado na aviação por biocombustíveis - disse o vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, Mauro Kern, em nota divulgada pela Fapesp.

O etanol, combustível cuja produção é conhecida no Brasil, não é ideal para a aviação. Por isso será necessário dar um salto tecnológico que possibilite o desenvolvimento de um biocombustível viável comercialmente, obtido a partir do estudo de diferentes matérias-primas.

- A grande vantagem de realizar esse tipo de pesquisa no Brasil é que o país tem experiência na utilização da cana-de-açúcar, usando uma fonte renovável de combustível. Podemos aprender e utilizar essa experiência para aplicar na área de aviação - a presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinak.

São cinco linhas de pesquisa, entre elas "Biomassa para bioenergia", "Processo de fabricação de biocombustíveis" e "Biorrefinarias e alcoolquímica".