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Cruzeiro do Sul

Brasil e Reino Unido discutem parceria para internacionalização de universidades

Publicado em 31 janeiro 2020

Por Mariana Tokar nia — Agência Brasil

Processo pode ocorrer com intercâmbio, presença de docentes estrangeiros no Pais e pesquisa em conjuntode presentantes de agências de fomento do ensino superior e órgãos de governo se reuniram esta semana, em Londres, para tratar da internacionalização das universidades brasileiras e inglesas. São representantes do Brasil e do Reino Unido que compartilham as melhores práticas e discutem as melhores formas de estabelecer parcerias internacionais.

O encontro aconteceu durante o seminário UKBR sobre internacionalização e políticas linguísticas na educação superior uma iniciativa do programa Universidades para o Mundo, criado para favorecer a cooperação entre instituições brasileiras e britanicas. “ A qualidade é o grande tema ”, diz a gerente sênior de Educação Superior e Ciência no British Council no Brasil, Vera Regina Oliveira. Segundo ela, a internacionalização, que pode ser via intercambio de estudantes e professores, via presença de professores estrangeiros na instituição de ensino ou mesmo por meio de pesquisas desenvolvidas com parceiros de outros paises, mesmo que à distância traz vários efeitos positivos para as instituições de ensino superior. “ Quando você faz uma pesquisa internacional seu impacto de pesquisa aumenta, você é citado mais vezes, você se insere em outros grupos. A sua pesquisa fica mais rica, vira uma pesquisa de maior qualidade quando é feita em cooperação estrangeira. Você adquire outras perspectivas ”, explica.

Destino preferido de acordo com o Univer sities UK, organização que representa 136 universidades na Inglaterra, Escócia, Pais de Gales e Irlanda do Norte, o Reino Unido é o segundo destino preferido entre estudantes estrangeiros fica atrás apenas dos Estados Unidos. O Brasil não faz parte dos top 10 mais procurados por estudantes de todo o mundo, mas o Pais têm avançado aos poucos.

De acordo com dados copilados em 2018 pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de o São Paulo(Fapesp), os o índices de 38%, entre colaboração| 2008 e 2018 internacional passaram de 25% para 38%, entre 2008 e 2018, para o Brasil como um todo. Em 2018, foram publicados, 56.396 trabalhos científicos com autores sediados no País. Desses, 21.506. o equivalente a 38%, incluíam coautores de outros países. Os dados são referentes às universidades líderes em pesquisa no Brasil.

A maioria das universidades brasileiras se situa Os índices de colaboração internacional do Brasil passaram* Em201 8, foram publicados 56.396 trabalhos científicos com autores sediados no Brasil. Desses, 38% incluíam coautores de outros países na faixa entre 30% e 45% nesse indicador. A exceção é a Universidade Federal do ABC (UFABC), que atinge 58%. Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Brasilia (UnB) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam índices acima de 40%. Financiamento Incentivar a chamada internacionalização em casa no ensino superior brasileiro e a busca por financiamento privado e de instituições de ensino estrangeiras são estratégias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes) para fazer com que as universidades estejam mais conectadas ao cenário internacional.

O objetivo da Capes é que as instituições de ensino brasileiras desenvolvam projetos consistentes de internacionalização, de acordo com o Coordenador de Parcerias Estratégicas, Patricio Marinho. “Internacionalização em casa são ações que as universidades podem fazer para criar um ambiente internacional sem necessariamente ter que mandar gente para fora, o que é uma questão que até economicamente complica as coisas porque envolve necessidade de recursos instituições ”, diz Marinho.

Trata-se de aulas e cursos com professores de outros países, correspondência com pesquisadores estrangeiros e desenvolvimento de parcerias com esses pesquisadores e professores, além de outras ações na própria universidade. A Capes busca ainda parcerias diretas com instituições de ensino estrangeiras, propondo que elas ajudem no custeio dos estudos de brasileiros e incentiva que instituições de ensino se aproximem do setor privado para obter financiamento. Para isso, tem oferecido capacitações e workshops. “ A ideia é criar capacidades e competências nas instituições para elas irem atrás de identificarem fontes de recursos que faça elas ficarem, de certa forma, independentes do fomento público. Porque muitas vezes é imprevisível quando vai sair o próximo edital ”, diz. As estratégias pretendem driblar um cenário de ajuste financeiro.

No ano passado, a Capes, que é responsável pela oferta de bolsas da pósgraduação brasileira e também pela formação de pessoal, chegou a bloquear bolsas de ensino do mestrado, doutorado e pós-doutorado nacionais. As bolsas posteriormente foram liberadas, mas a coordenação anunciou que reformularia a forma como as novas bolsas seriam distribuídas. O impacto econômico chega também as bolsas internacionais. A Capes era uma das responsáveis pelo Ciência sem Fronteiras, programa que oferecia bolsas de estudo para estudantes de graduação e pósgraduação fazerem intercambio. A meta do governo era enviar 100 mil estudantes para o exterior. O programa sofreu uma série de críticas, entre elas, a falta de controle da qualidade desses intercâmbios, mas foi responsável, segundo Marinho, por “ colocar o Brasil no mapa ”.