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Brasil e Reino Unido discutem parceria no ensino superior

Publicado em 27 janeiro 2020

Por Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil em Londres (Inglaterra)

Pesquisadores, representantes de agências de fomento do ensino superior e órgãos de governo estão reunidos em Londres para tratar da internacionalização das universidades brasileiras e inglesas. São representantes do Brasil e do Reino Unido que compartilham as melhores práticas e discutem as melhores formas de estabelecer parcerias internacionais.

É o seminário UK-BR sobre internacionalização e políticas linguísticas na educação superior. “A qualidade é o grande tema”, diz a gerente sênior de Educação Superior e Ciência no British Council no Brasil ,Vera Regina Oliveira. Segundo ela, a internacionalização, que pode ser via intercâmbio de estudantes e professores, via presença de professores estrangeiros na instituição de ensino, ou mesmo por meio de pesquisas desenvolvidas com parceiros de outros países, mesmo que à distância, traz vários efeitos positivos para as instituições de ensino superior.

“Quando você faz uma pesquisa internacional seu impacto de pesquisa aumenta, você é citado mais vezes, você se insere em outros grupos. A sua pesquisa fica mais rica, vira uma pesquisa de maior qualidade quando é feita em cooperação estrangeira. Você adquire outras perspectivas”, explica.

De acordo com o Universities UK, organização que representa 136 universidades na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, o Reino Unido é o segundo destino preferido entre estudantes estrangeiros, fica atrás apenas dos Estados Unidos.

O Brasil não faz parte dos top 10 mais procurados por estudantes de todo o mundo, mas o país têm avançado aos poucos. De acordo com dados copilados em 2018 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram publicados 56.396 trabalhos científicos com autores sediados no Brasil. Desses, 21.506, o equivalente a 38%, incluíam coautores de outros países.

A maioria das universidades brasileiras se situa na faixa entre 30% e 45% nesse indicador. A exceção é a Universidade Federal do ABC (UFABC), que atinge 58%. Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam índices acima de 40%.

O seminário é uma iniciativa do programa Universidades para o Mundo, criado para favorecer a cooperação entre instituições brasileiras e britânicas. O programa enfoca temas com os quais o setor de educação superior tem se confrontado enquanto avança no processo de internacionalização no Brasil. O Universidades para o Mundo é uma iniciativa do British Council, organização internacional do Reino Unidos para relações culturais e oportunidades educacionais.

O seminário, que começou hoje (27), segue até amanhã (28). A programação da delegação brasileira inclui ainda visitas à instituições de ensino superior britânicas nos dias 29 e 30.

* A repórter viajou a convite do British Council