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Brasil e Israel compartilham avanços nas pesquisas sobre câncer

Publicado em 12 novembro 2014

Vem do Weizmann Institute of Science, em Israel, uma das mais recentes descobertas no controle do desenvolvimento do câncer: a de que os tumores crescem de forma mais acelerada à noite, o que poderia levar a uma nova sistemática na administração de medicamentos.

Essa e outras frentes de pesquisas, conduzidas na cidade israelense de Rehovot e no Estado de São Paulo, foram apresentadas em workshop realizado com o apoio da FAPESP nos dias 29 e 30 de outubro, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista. 

O objetivo do evento foi promover iniciativas de colaboração em pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico no âmbito de acordo de cooperação firmado entre a FAPESP e o Weizmann Institute of Science em setembro. 

"Trouxemos ao Brasil alguns dos nossos trabalhos que podem oferecer importantes oportunidades de parceria para os pesquisadores brasileiros, mas também o Brasil nos interessa muito, com sua excelência em diversas áreas relacionadas às nossas pesquisas", disse Rony Seger, chefe do Departamento de Regulação Biológica e do Willner Family Center for Vascular Biology, à Agência FAPESP. 

Entre as pesquisas realizadas no instituto israelense apresentadas no workshop, esteve a que levou à descoberta sobre o crescimento dos tumores durante o sono, coordenadas por Yosef Yarden, também do Departamento de Regulação Biológica. 

Os pesquisadores examinaram dois receptores celulares: um responsável pelo crescimento das células, inclusive as cancerosas, e outro que se liga ao hormônio glicocorticoide, relacionado à energia do corpo durante o dia. 

"Observamos que a atividade do receptor do fator de crescimento epidérmico [EGFR, na sigla em inglês] aumenta à noite, quando a produção de glicocorticoide é menor, e diminui durante o dia. Uma adequação dos horários de administração dos medicamentos poderia aumentar a eficiência do tratamento", disse Yarden. 

Alguns tipos de cânceres usam os receptores de EGFR para se espalhar. Diante disso, os pesquisadores do grupo de Yarden administraram medicamentos que inibem esses receptores em camundongos com câncer, observando diferenças no comportamento das células durante o sono e os momentos em que os animais estavam acordados. 

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Redação Bonde / Fapesp