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Agência Gestão CT&I

Brasil e Europa pesquisam produção de biocombustíveis avançados

Publicado em 15 dezembro 2016

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e representantes da comunidade europeia, no âmbito do programa Horizon 2020, aprovaram o desenvolvimento de um projeto de pesquisa conjunto voltado à produção de biocombustíveis avançados. A iniciativa é chamada de BioValue, em referência à valorização da cadeia produtiva descentralizada de biomassa, ao desenvolvimento e à avaliação de rotas termoquímicas integradas à produção da biomassa.

 

Os objetivos da proposta são: desenvolvimento de novos sistemas agrícolas, considerando a diversificação de culturas e resíduos lignocelulósicos para a produção de biocombustíveis; logística e processos de conversão eficientes para as biomassas, incluindo as rotas bioquímicas e termoquímicas; avaliações integradas da sustentabilidade técnica, econômica, ambiental e social das cadeias de valor.

 

O projeto BioValue está alinhado ao consórcio parceiro europeu Beccol, com 14 instituições envolvidas, beneficiando-se assim das sinergias e complementaridades, do know how e das experiências do Brasil e da Europa em biomassa e na produção de biocombustíveis lignocelulósicos.

 

De acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, a chamada coordenada com a comissão europeia “permitiu associar grupos de pesquisa de cinco estados brasileiros e seis empresas com intensas atividades próprias de P&D para desenvolverem, em parceria com grupos europeus, ciência e tecnologia para a valorização de lignocelulose”.

 

O projeto seguirá as normas do Programa Fapesp Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e envolverá pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Agronômico (IAC), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT),  do Centro Universitário FEI, das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Pernambuco (UFPE), Viçosa (UFV), Uberlândia (UFU), de Santa Maria (UFSM) e de Itajubá (Unifei), do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), além de pesquisadores das empresas Petrobras, Embraer, Boeing, Fibria, Klabin e Valmet.

 

(Agência Gestão CT&I/ABIPTI, com informações da Fapesp)