Notícia

Computerworld Brasil online

Brasil e Alemanha trocam inovações

Publicado em 20 setembro 2005

As principais vantagens competitivas e alguns pontos que ainda precisam ser aperfeiçoados para aumentar as parcerias entre empresas do Estado de São Paulo e da Alemanha foram os principais assuntos abordados pelos representantes brasileiros na Techno São Paulo, missão tecnológica e comercial que começou na segunda-feira (19/09), na sede da Câmara de Comércio em Frankfurt, na Alemanha.
Para João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, uns dos principais facilitadores para estimular tais parcerias são os investimentos que o Estado faz nas universidades e nos institutos de pesquisa e que resultam em inovação tecnológica.
"São Paulo está decidido a ampliar relações de trabalho harmoniosas e eficientes em todos os setores com a Alemanha", afirmou em apresentação para uma platéia de 150 pessoas. Ao mostrar a infra-estrutura que o Estado oferece para esses negócios, Meirelles destacou a formação de recursos humanos nas três principais universidades paulistas - Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista e Universidade Estadual de Campinas, representadas na missão por seus reitores - e em outras 36, particulares: 40% dos 9,4 mil doutores formados anualmente (55% do total brasileiro) e o investimento da ordem de 150 milhões de dólares que a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo realiza por ano em pesquisa científica e tecnológica.
A criação de cinco parques tecnológicos nas cidades de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, São Carlos e na Grande São Paulo, para Meirelles, é outra iniciativa a reforçar o ambiente que permite a presença de empresas de alta tecnologia alemãs em São Paulo.
Para Cláudio Vaz, presidente da Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o Estado precisa melhorar alguns mecanismos. "Empresas e instituições de pesquisa não estão ainda tão integradas como na Europa e nos Estados Unidos, e a propriedade intelectual, embora respeitada, ainda não conta com um sistema eficiente de proteção", disse, em Frankfurt.
Vaz falou também que a Lei de Inovação paulista, segundo ele "melhor que a nacional", ainda protege pouco as pequenas e médias empresas, grandes fontes de tecnologia.
Da primeira parte do seminário que iniciou a Techno São Paulo participaram também Renato Prado Guimarães, cônsul brasileiro em Frankfurt, e Bernhard Geisberger, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Siemens, que está no Brasil há três anos.
Na sessão da tarde de segunda-feira, José Maciel Rodrigues Júnior, empresário brasileiro apoiado pelo Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe), da FAPESP, coordenou, pelo Brasil, debates sobre as áreas de biotecnologia e energias alternativas com a presença das empresas brasileiras participantes do evento, inclusive quatro outras apoiadas pelo Pipe: Griaule, Electrocell, CP-2 e Bioware.
Em seguida, foram realizadas quatro mesas-redondas sobre automação bancária, biotecnologia, energias alternativas e multimídia e imagens. 

Agência Fapesp