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Brasil discute intercâmbios de professores e universitários com o Reino Unido

Publicado em 28 janeiro 2020

Representantes do Brasil e do Reino Unido se reúnem, nesta semana, no seminário “UK-BR“, para debater a qualidade do ensino superior das nações e buscar novas formas de parcerias internacionais.

O encontro é de iniciativa do programa Universidades para o Mundo, criado pela organização internacional British Council, do Reino Unido, voltada para relações culturais e oportunidades educacionais.

Na programação, além de visitas a universidades britânicas, os representantes debatem a internacionalização e as políticas de linguísticas das universidades.

Conforme a gerente sênior de Educação Superior e Ciência do British Council no Brasil, Vera Regina Oliveira, a parceria pode acontecer via intercâmbios ou pesquisas em conjunto.

No caso de intercâmbios, a parceria pode prever tanto o envio e recebimento de estudantes quanto o de professores. Já em relação às pesquisas, ela explica que a conexão também pode ser feita à distância, e, ainda assim, os efeitos continuam positivos para os pesquisadores e as universidades.

“Quando você faz uma pesquisa internacional seu impacto de pesquisa aumenta, você é citado mais vezes, você se insere em outros grupos. A sua pesquisa fica mais rica, vira uma pesquisa de maior qualidade quando é feita em cooperação estrangeira. Você adquire outras perspectivas”, explica.

Atualmente, segundo a Universities UK, que representa 136 universidades na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é o segundo destino preferido entre estudantes estrangeiros.

E, apesar de não figurar no ranking dos 10 mais procurados por estrangeiros, o Brasil também tem crescido nesse ponto.

Dados divulgados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em 2018, mostram que 38% dos trabalhos científicos de autores sediados no Brasil tiveram coautores de outros países. Isso equivale a 21.506 trabalhos, segundo eles.

A taxa de parceria internacional varia conforme as universidades, no entanto, sendo que a média é de 30% a 40% no indicador.

Com Agência Brasil